Pular para o conteúdo

A Vida no Arraial Nascente

  • A Vida no Arraial Nascente** descreve o cotidiano e o desenvolvimento inicial do povoado de Boa Vista do Sapucaí, nas décadas que se seguiram à sua fundação, em 1819, até a sua consolidação como freguesia e vila.

    1. As primeiras ruas e o porto Logo nos primeiros anos, a Municipalidade providenciou a abertura de ruas e a construção de um pequeno cemitério. Uma das vias mais antigas foi a Rua do Porto (atual Rua Xavier Lisboa), que ligava o ancoradouro no Rio Sapucaí (o chamado Porto Velho) à capela no alto. A navegação fluvial pelo Sapucaí teve papel importante no abastecimento e no escoamento da produção do arraial.1

    2. O papel do Padre Lourenço O Padre Lourenço da Costa Moreira teve participação ativa na organização da vida no arraial: demarcava locais para residências e estabelecimentos, orientava as primeiras construções e chegava a mediar conflitos entre os moradores. Sua liderança foi decisiva nos anos iniciais do povoado.1

    3. Crescimento e dificuldades O arraial cresceu rapidamente em população e urbanização, atraindo novos habitantes e desenvolvendo o comércio, com casas comerciais e armazéns. A prosperidade inicial surpreendia os visitantes. Esse crescimento, porém, convivia com dificuldades urbanas: a falta de saneamento básico, a presença de charcos e brejos (como o da Biquinha), problemas no abastecimento de água potável e uma iluminação pública ainda feita com lampiões a querosene.1

A vida do arraial foi moldada tanto por esse vigor de crescimento quanto pelos conflitos com a antiga sede paroquial em Soledade (atual Delfim Moreira), a “Itajubá primitiva”.

  1. Ver também
  1. Armelim Guimarães, História de Itajubá (1987), capítulos sobre os primórdios do povoado. ↩ ↩2 ↩3