Fórum
O Fórum de Itajubá funcionou por décadas num prédio da Praça Amélia Braga, construído entre 1910 e 1911. O edifício pegou fogo em 1952, foi reconstruído e reinaugurado em 1961 com o nome de Fórum Wenceslau Braz, e depois passou a abrigar a Câmara Municipal.123
Antes do prédio
Seção intitulada “Antes do prédio”Antes de 1910, a Justiça itajubense funcionou em instalações improvisadas. Uma delas ficou na esquina da Rua Coronel Francisco Brás com a Rua Dr. Américo de Oliveira, e a Câmara chegou a mandar reformar uma sala sua para instalar o júri, obra que custou 200 mil réis.4
A construção
Seção intitulada “A construção”A construção do edifício começou em 1910, com a verba de 54 contos de réis concedida pelo governo do estado, então sob Wenceslau Braz. O construtor foi Moisés Luigi, que dirigiu toda a obra, terminada em 1911.153 O Município de Itajubá publicou em 1915 fotografias do prédio e da sala das sessões do júri, e registrou a distribuição das repartições: no térreo, a secretaria da Câmara, a Coletoria Estadual e os cartórios; no pavimento superior, as salas das sessões municipais e do júri.67
O prédio serviu a mais gente do que à Justiça. O Ministério Público ocupou de forma precária uma sala cedida pelo juiz de direito, e a 23ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil fez o mesmo até conseguir sede própria, em 1999.89 Em 1931, autoridades e pessoas influentes do município se reuniram no Fórum para instalar a Campanha Econômica e Financeira de Minas Gerais.10 Em 1º de janeiro de 1944, as cerimônias do Dia do Município foram realizadas ali, presididas pelo juiz de direito Paulo de Moraes Jardim.11
O incêndio de 1952
Seção intitulada “O incêndio de 1952”Na madrugada de 20 de outubro de 1952, o prédio pegou fogo. Os alto-falantes da Rádio City chamaram a população para ajudar a combater as chamas, e a praça em frente encheu de gente. O jornal O Sul de Minas, de 26 de outubro, escreveu que ao clarear do dia só restavam as paredes externas do Fórum; por dentro, tudo eram cinzas e escombros. Do pavimento térreo salvou-se o que pertencia à Coletoria Estadual e ao Cartório de Registro Civil, e parte dos livros e arquivos.121314
Enquanto o prédio era recuperado, os serviços do Fórum funcionaram no número 165 da Rua Dr. Pereira Cabral, ao lado do Cine-Teatro Apolo.1516 O incêndio destruiu o Livro de Transcrição das Transmissões do Cartório de Registro de Imóveis: o registro mais antigo que restou ali é uma compra e venda de imóvel urbano de 12 de novembro de 1952.17
A reconstrução e o nome
Seção intitulada “A reconstrução e o nome”Em 7 de outubro de 1953, um deputado apresentou o projeto da lei que concederia a verba para a reconstrução, e em 20 de dezembro do ano seguinte o governador Juscelino Kubitschek liberou o dinheiro.1816 As obras terminaram em 28 de janeiro de 1961, e as solenidades inaugurais, com bênção eclesiástica, foram no dia seguinte, 29 de janeiro.219
Em 10 de março de 1961, o deputado Euclides Pereira Cintra apresentou à Assembleia Legislativa o projeto de lei nº 1.288, que mandava dar ao Fórum da comarca o nome de Wenceslau Braz. O projeto foi aprovado em 10 de julho daquele ano.202
Na década de 1970, o prédio passou a ser ocupado pelos vereadores e pelo prefeito. O prefeito deixou de usá-lo depois da construção do prédio próprio da Prefeitura, e hoje o edifício abriga só a Câmara Municipal.3 O Fórum mudou-se para prédio novo, na Rua Antônio Simão Mauad, e em 2022 o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anunciou a construção de outra sede, de 7 mil metros quadrados, com capacidade para nove juízes.2122
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 68, citando Armelim Guimarães, História de Itajubá, 1987, p. 365. ↩ ↩2
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Sede da Câmara Municipal de Itajubá”. ↩ ↩2 ↩3
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 67. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 69. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, fotos do Fórum e da sala das sessões do júri. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 39, citando O Município de Itajubá, 1915, p. 140. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 141. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 167. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1931 sobre a Campanha Econômica e Financeira de Minas Gerais. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 118. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 72. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 73, citando O Sul de Minas de 26 de outubro de 1952. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 366. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 76. ↩
-
Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Fórum, Praça Amélia Braga”. ↩ ↩2
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 192. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 74. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 8. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 29 de janeiro de 1961. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 10 de março de 1961. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 77. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 78. ↩
No acervo fotográfico
8 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.
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Fórum1914 -
Sala das sessões do juri no Fórum de Itajubá1914 -
Rua Cel. Rennó vista da torre da MatrizDécada de 1920 -
Sede da Câmara Municipal de Itajubá1920 -
Edifício do Fórum1925 -
Praça Amélia BragaDécada de 1950 -
Vista Parcial do centro de Itajubá - década de 1950Década de 1950 -
Fórum, Praça Amélia BragaDécada de 1960