José Rennó Pereira
José Rennó Pereira, o Zequinha Pereira, foi comerciante, lavrador e industrial em Itajubá, vice-presidente da Câmara na década de 1910, delegado de polícia e pistonista das bandas de música da cidade. O Morro da Boa Vista, onde ficava sua casa, também foi chamado de Morro do Zequinha Pereira. Morreu em 13 de novembro de 1958.123
O músico
Seção intitulada “O músico”Zequinha Pereira tocava pistom e esteve entre os músicos da antiga banda União e Trabalho e outros instrumentistas da cidade que formaram as bandas do início do século XX.4 Em janeiro de 1904, quando esses músicos e os da extinta União dos Artistas criaram a Euterpe Mineira, sob a regência do maestro Luís Ramos de Lima, ele foi eleito vice-diretor.5 Também fez parte da “Banda Invisível”, apelido de um grupo de músicos que, nos anos em que a cidade ficou sem corporação musical, aparecia sem ensaio para tocar em procissões, enterros e festas e depois se dispersava.6
Delegado e vereador
Seção intitulada “Delegado e vereador”Foi delegado de polícia em 1907 e em outras ocasiões, e nessa função esteve na sessão que inaugurou a luz elétrica, em 12 de janeiro de 1907.78 Contribuiu com cinco carros de pedra e cinco de areia para as obras da Santa Casa.9 Em 1915 era chamado de tenente e morava na Rua Xavier Lisboa.110
Na Câmara empossada em 1912, foi vice-presidente de Jorge de Oliveira Braga, e foi reeleito para o cargo em 1915.1112 Continuou vereador na legislatura que tomou posse em 1º de janeiro de 1919.13 Nesses mandatos:
- em 1915, assinou com outros vereadores o projeto de desapropriação das terras de Paulo Chiaradia na margem do Sapucaí, para a rede de esgotos e uma avenida à beira do rio;14
- em 16 de julho de 1917, com Antônio Lúcio Borges e Próspero Sanches, propôs dar ao primeiro grupo escolar da cidade o nome do coronel Carneiro Júnior;15
- em 2 de janeiro de 1918, propôs transformar em chafariz público a torneira de água que ele e Pedro Piazzaroli tinham instalado à própria custa numa rua nova do Bairro Boa Vista, depois chamada Santa Rita de Cássia, e abriu mão do que gastara;16
- em 1918, integrou a comissão que negociou a passagem do encanamento de água do Sapucaí pela chácara do juiz Miguel Vianna;17
- em 1919, assinou com José Martiniano da Silva o projeto que autorizou instalar um posto profilático na sede de cada distrito;18
- em 16 de agosto de 1920, apresentou o projeto para comprar um terreno e doá-lo ao Exército para o quartel do 4º Batalhão de Engenharia.19
Em 1915 esteve entre os fundadores da Sociedade Anônima Impressora, que pretendia montar uma oficina gráfica completa na cidade, e em 1917 dirigia o Centro Operário Dom João Nery.2021
Política e Igreja
Seção intitulada “Política e Igreja”Em 1926, o coronel José Rennó Pereira foi escolhido consultor da comissão das obras da nova Matriz, presidida pelo vigário João Baptista van Rooyen.22 Em 1895, a mãe dele doara 300 mil réis para começar a construção da capela de São Benedito.23
Depois da Revolução de 1930, esteve entre os dirigentes do núcleo itajubense da Legião de Outubro, cujo manifesto circulou em 4 de abril de 1931. Em 1º de abril de 1932 participou, na casa de Theodomiro Carneiro Santiago, da reunião dos chefes políticos que examinou um telegrama de Wenceslau Braz e Artur Bernardes.2425 Em janeiro de 1933 foi eleito secretário do Diretório Político-Social de Itajubá e presidente da sua comissão de arregimentação eleitoral, e em março de 1937 integrava o diretório do Partido Progressista.2627 Em 1934 foi tesoureiro da primeira diretoria do Sindicato Patronal dos Lavradores.28
O Morro do Zequinha Pereira
Seção intitulada “O Morro do Zequinha Pereira”O Morro da Boa Vista ficou conhecido como Morro do Zequinha Pereira.32930 Uma foto de meados do século XX mostra a residência dele no alto, dominando a paisagem, e sua chácara servia de referência na descrição dos limites da zona urbana.3132 José Rennó Pereira morreu em 13 de novembro de 1958; as Efemérides o lembram como grande empreendedor do comércio e notável músico.2
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 77. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 13 de novembro de 1958. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 419. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 420, citando a Gazeta de Itajubá de 3 de janeiro de 1904. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 421. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 370. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 477. ↩
-
Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Ordenamento Social (1849–1930). Itajubá, 2012, anexo com o relatório do provedor da Santa Casa. ↩
-
O Município de Itajubá. 1915, p. 139. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 307 e 308. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, relação da Câmara eleita para o triênio iniciado em 1915. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 309. ↩
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Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, anexo 5, projeto de desapropriação dos terrenos de Paulo Chiaradia. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 378. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 356, citando a ata da Câmara de 2 de janeiro de 1918. O Memorial da Câmara (Desenvolvimento Urbano, capítulo sobre o abastecimento de água) atribui a instalação da torneira só a Pedro Piazzaroli. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 358. ↩
-
Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, anexo com a lei dos postos profiláticos. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 16 de agosto de 1920. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 414. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 459. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 574. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 577. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 277. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 278. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 279. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 283. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 334. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 123. ↩
-
Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 52. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 33. ↩
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Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, anexos com a descrição do perímetro urbano. ↩
No acervo fotográfico
2 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.