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Imprensa e Publicações

A imprensa de Itajubá começou em 1872 e, até 1985, a História de Itajubá já catalogava quase cem jornais e revistas nascidos na cidade, quase todos de vida curta.12 Esta página é o panorama; O Itajubá e a Gazeta de Itajubá têm páginas próprias.

Armelim Guimarães chama Aureliano Moreira Magalhães de “o Gutenberg itajubense”. Foi ele quem comprou de Jesuíno Pereira Baião, em Baependi, uma velha tipografia e a montou num prédio da Rua Coronel Francisco Braz. O próprio Baião, contratado por Aureliano, começou os trabalhos de imprensa em Itajubá e ensinou o ofício aos primeiros tipógrafos da cidade.1

Dessa tipografia saiu O Itajubá, primeiro jornal da cidade, cujo número 1 é de 12 de maio de 1872. Durou cerca de dezoito anos, e Xavier da Veiga registrou seu aparecimento nas Efemérides Mineiras.1

O segundo jornal foi a Gazeta Comercial, de 9 de julho de 1880, fundada pelos advogados José Manuel Pereira Cabral e José Pereira dos Santos, com tipografia comprada na Campanha.1 Vieram depois o Rio Branco, de 6 de janeiro de 1882, A Época, de 14 de maio de 1885, A Lira, de 6 de janeiro de 1889, do maestro Luís Ramos de Lima, a Cruz de Malta, de 1890, o Correio do Povo, também de 1890, e O Serelepe, de 1896.13

A disputa entre jornais chegou à Câmara. O Rio Branco publicava os editais municipais por 50 mil réis o trimestre; O Itajubá, adversário político, ofereceu o mesmo serviço por 40 mil réis, o Rio Branco baixou para 10 mil réis por mês, e O Itajubá acabou franqueando suas colunas de graça à Municipalidade, em fevereiro de 1883.3

A Verdade, fundada por Fructuoso Ramos de Lima, teve três fases: a segunda, tocada pelo neto José Ernani de Lima, terminou em 25 de julho de 1920; a terceira começou em 8 de janeiro de 1939, sob direção do bisneto José de Lima Medeiros, e se encerrou em 5 de agosto de 1945.4

A Evolução, de 14 de outubro de 1901, foi o primeiro jornal itajubense do século XX, com os redatores Padre Marçal Pereira Ribeiro, Cornélio de Faria e Antônio Salomon. A Gazeta de Itajubá começou a circular em 1º de fevereiro de 1903 e teve como redatores José Manso Pereira Cabral e Pedro Bernardo Guimarães; O Operário, de 1º de maio de 1903, era impresso na oficina da própria Gazeta.45

Jornais ilustrados e humorísticos tiveram sua vez: O Coruja, que Armelim Guimarães supõe de 1911, feito por preparatorianos do Ginásio de Itajubá, e A Marreta, de 1912, do jornalista João Pires de Oliveira Feichas, traziam caricaturas do pintor Luís Teixeira.6

Muitas publicações nasceram dentro de instituições. A revista F.I., da fábrica de armas, teve o primeiro número em junho de 1939; O Mosquito, de 16 de julho de 1948, era composto e impresso pelos aprendizes de tipografia da Escola Industrial da fábrica; a revista Providência, de junho de 1950, era dirigida pelas Irmãs da Providência; O Dínamo é dos alunos da escola de engenharia, hoje UNIFEI; e Ponto 50, de 25 de agosto de 1965, era órgão do 4º Batalhão de Engenharia de Combate.7892

O Sul de Minas, cujo primeiro número é de 1º de junho de 1947, era, quando Armelim Guimarães escrevia, em 1985, o jornal de maior duração de Itajubá: 38 anos sem interrupção, sem deixar de circular uma única semana. Foi fundado pelo jornalista João Aldano da Silva, com apoio de Wenceslau Braz e José Brás Pereira Gomes, e sempre teve oficina própria.8 O Correio de Itajubá, de 9 de janeiro de 1949, foi fundado e dirigido por Euclides Pereira Cintra.8

Em 1915 anunciou-se a Sociedade Anônima Impressora, para instalar uma oficina gráfica completa, iniciativa de José Hilário de Sousa Pinto, José Carlos da Costa e Silva, José Rennó Pereira, Joaquim Rodrigues Pinto, João Feichas e Geraldino Medeiros. Instalou-se também a tipografia de Sousa Pinto & Filho e, pouco depois, a oficina de João Pinto de Sousa. A pioneira do linotipo foi a Sociedade Colégio de Itajubá, proprietária de O Sul de Minas.10

A primeira agência de jornais da cidade foi fundada em 1912 por Antônio Bueno Caldas, que distribuía os jornais e revistas do Rio de Janeiro e de São Paulo; passou por Nicandro Dias Coelho, José Caldas de Campos e, a partir de 1928, pela Casa Del Prete, no térreo do Grande Hotel. O primeiro jornaleiro de Itajubá foi Joaquim Silvério Pinto de Noronha, o Major do Pintinho, que começou como revendedor ambulante.10

O acervo fotográfico reúne no tema impressos jornais, revistas, recibos, mapas e documentos, apresentados numa linha do tempo por década.

  1. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 405. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5

  2. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 413. ↩ ↩2

  3. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 406. ↩ ↩2

  4. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 407. ↩ ↩2

  5. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1º de fevereiro de 1903. ↩

  6. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 408. ↩

  7. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 410. ↩

  8. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 411. ↩ ↩2 ↩3

  9. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 412. ↩

  10. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 414. ↩ ↩2

No acervo fotográfico

32 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data; aqui as 12 primeiras.

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