Praça Amélia Braga
A Praça Amélia Braga fica no centro de Itajubá, diante do prédio construído para o Fórum e hoje ocupado pela Câmara Municipal. Chamou-se Largo Municipal e depois Praça da Misericórdia, por causa da Santa Casa que ali funcionou, e recebeu em 1907 o nome de D. Amélia Braga.12
Os nomes
Seção intitulada “Os nomes”A praça era o Largo Municipal no tempo do Império. Com a instalação da Santa Casa de Misericórdia num prédio dela, passou a ser chamada Praça da Misericórdia.1 Na sessão magna da Câmara de 12 de janeiro de 1907, a mesma que inaugurou a luz elétrica da cidade, o vereador José Manso Pereira Cabral propôs homenagear três benfeitores: a praça da Misericórdia passou a Praça D. Amélia Braga, a praça do novo jardim virou Praça Dr. Aureliano Magalhães e a Rua da Varginha virou Rua José Joaquim.23
Os primeiros usos
Seção intitulada “Os primeiros usos”Antes de a Quitanda ter prédio próprio, a Câmara levantou na então Praça Municipal uma coberta rústica de sapé para o comércio de gêneros, no lugar onde depois ficaram os canteiros da praça em frente ao Fórum.4 Em 25 de novembro de 1862, num palco de madeira armado no Largo Municipal, aconteceu a representação teatral mais antiga de que se tem notícia em Itajubá.5 A primeira cadeira feminina de instrução pública da cidade também funcionou na praça.6
A Santa Casa
Seção intitulada “A Santa Casa”A Sociedade Beneficente Itajubense, que deu origem à Santa Casa, funcionou num prédio da esquina das atuais ruas Coronel Rennó e Comendador Schumann, na praça, onde se instalaram as primeiras enfermarias para doentes pobres e um serviço de ambulatório.7 Em 16 de dezembro de 1901, a instituição comprou de Aureliano Moreira Magalhães, por 10 contos de réis, o prédio da esquina da praça com a ladeira da Rua Comendador Schumann.18 Em 1903 a sociedade se mudou para outro prédio da mesma praça, na esquina da Rua Dr. Pereira Cabral com a Comendador Schumann, e em 3 de maio de 1904 inaugurou-se o prédio da antiga Santa Casa, com discurso de José Manso Pereira Cabral.910 O hospital só deixou a praça em 1925, quando ocupou o prédio próprio atual.11
O Fórum
Seção intitulada “O Fórum”A construção do prédio do Fórum começou em 1910, com verba do governo estadual, e terminou em 1911, sob a direção do construtor Moisés Luigi.12 Em 1915, o térreo abrigava a secretaria da Câmara, a Coletoria Estadual e os cartórios, e o pavimento superior as salas das sessões municipais e do júri.13 O prédio pegou fogo em 1952 e foi reconstruído com verba liberada pelo governador Juscelino Kubitschek em 20 de dezembro de 1954; as fontes divergem sobre a volta: a legenda do acervo da Câmara diz que os trabalhos voltaram à sede própria em 29 de novembro de 1960, e a cronologia de Itajubá e Sua História dá a inauguração do prédio reconstruído em 29 de janeiro de 1961.1415 Em 10 de março de 1961 o fórum passou a se chamar Fórum Wenceslau Brás, e depois o prédio virou sede da Câmara Municipal.1412
O jardim
Seção intitulada “O jardim”Por sugestão de João Sebastião Ribeiro de Azevedo, em 15 de março de 1928, a Câmara aprovou a Lei nº 145, de 24 de abril daquele ano, sancionada por Severiano Ribeiro Cardoso, que mandou construir na praça um jardim conforme a planta traçada pelo floricultor belga Louis Saublens.1617 Uma fotografia da década de 1950 mostra o jardim com árvores floridas e o prédio do antigo Fórum ao fundo.18
Numa tarde de 19 de maio, a praça recebeu a concentração cívica que abriu em Itajubá a Campanha do Ouro para o Bem do Brasil, com banda de música e fogos. Wenceslau Braz doou à campanha a caneta de ouro com que assinara a declaração de guerra à Alemanha na Primeira Guerra Mundial.19
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 513, citando a Gazeta de Itajubá de 20 de setembro de 1903. ↩ ↩2 ↩3
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O Município de Itajubá. 1915, ata da sessão magna de 12 de janeiro de 1907. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 232. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 25 de novembro de 1862. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 378. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 512. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 16 de dezembro de 1901. ↩
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Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda sobre a Sociedade Beneficente Itajubense. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 30. ↩
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Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 15. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Sede da Câmara Municipal de Itajubá”. ↩ ↩2
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O Município de Itajubá. 1915, texto reproduzido em Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Fórum, Praça Amélia Braga”. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 12. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 131. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 24 de abril de 1928. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Praça Amélia Braga”. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 19 de maio sobre a Campanha do Ouro para o Bem do Brasil. ↩
No acervo fotográfico
4 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.