Luís Rennó
Luís Rennó, também grafado Luiz Rennó, nasceu em 21 de abril de 1869 e formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1893. Foi juiz de direito da Comarca de Itajubá, agente executivo municipal em 1898, deputado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e o primeiro presidente do Clube Literário e Recreativo Itajubense. Morreu no Rio de Janeiro em 15 de abril de 1929, quando era auditor do Tribunal de Contas.12
Na Câmara e na magistratura
Seção intitulada “Na Câmara e na magistratura”Luís Rennó foi eleito vereador para o triênio de 1898 a 1900. Em 3 de fevereiro de 1898, o presidente da Câmara e agente executivo municipal, José Carneiro de Resende, renunciou, e Rennó o substituiu no mês seguinte.3456
Tomou posse como juiz de direito da comarca em 24 de dezembro de 1903.7 As fontes divergem sobre o período em que ocupou o cargo: as listas de juízes da História de Itajubá, do Resumo Didático e do livro da comarca dão 1903 a 1916; os Construtores de Itajubá dão 1902 a 1917; e as Efemérides dizem que foi juiz de 1902 a 1907.891012 Uma fotografia de 1910 reproduzida em O Município de Itajubá mostra os funcionários do fórum, com Rennó como juiz de direito, o juiz municipal Miguel Vianna e o promotor Antônio Salomon.11 Em 1915, fazia as audiências no prédio do Fórum, com gabinete no pavimento superior, e morava na Rua Coronel Rennó, na esquina da Rua Santos Pereira.1213
Como juiz de direito da comarca, coube a ele declarar instalada a luz elétrica de Itajubá, na sessão magna da Câmara realizada no Mercado Municipal em 12 de janeiro de 1907.14
Clubes, maçonaria e ensino
Seção intitulada “Clubes, maçonaria e ensino”Em 17 de maio de 1897, Rennó presidiu a reunião que fundou o Clube Literário e Recreativo Itajubense, e em 30 de maio a assembleia o elegeu primeiro presidente da sociedade.151617 O clube funcionou num prédio dele, na Praça Cesário Alvim, que a diretoria comprou por 12 contos de réis em 15 de dezembro de 1906.18
Foi também o terceiro presidente da loja maçônica “Deus e Humanidade”, eleito em 1903, depois de Frederico Schumann.19 No século XIX manteve uma escola de instrução primária na cidade, em que lecionou Jeremias Otaviano.20 Em 17 de junho de 1904, assinou com João Carneiro Santiago Júnior, Miguel Archanjo de Sousa Vianna, José Manso Pereira Cabral e Frederico Schumann a convocação da reunião que levou à criação do Ginásio de Itajubá.21 Esteve ainda entre os primeiros sócios da Sociedade Beneficente Itajubense, em 1897, e falou na solenidade em que a Santa Casa homenageou o médico Xavier Lisboa.2223
Família e memória
Seção intitulada “Família e memória”Casou-se em 5 de maio de 1894 com Ana Carneiro, filha do coronel João Carneiro Santiago Júnior e de Lucinda Pereira Guimarães Santiago, e irmã de Theodomiro Carneiro Santiago. Ana, chamada de D. Cota, nasceu em 27 de novembro de 1879 e morreu em 6 de março de 1908, aos 29 anos. Em 1920, Rennó casou-se com Maria Inocência Pereira dos Santos, filha de Abel Pereira dos Santos.1
Uma descrição da cidade do fim do século XIX destacava a casa dele entre as construções mais bonitas e sólidas de Itajubá, ao lado da de Francisco Sanches.24 A chácara do juiz servia de referência na descrição do perímetro urbano, e a Câmara prestou homenagens à memória dele na reunião de 15 de maio de 1929, quando o vereador João Sebastião Ribeiro de Azevedo fez o elogio fúnebre.251 A cidade tem uma Avenida Dr. Luís Rennó, perto do Colégio Estadual Venceslau Brás.26
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 23. ↩ ↩2 ↩3 ↩4
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 15 de abril de 1929. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 26. ↩ ↩2
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O Município de Itajubá. 1915, capítulo sobre as administrações municipais. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 3 de fevereiro de 1898. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 303. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 321. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 24 de dezembro de 1903. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 363. ↩
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Armelim Guimarães. Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 96. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 98 e 114. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, legenda da foto das autoridades e funcionários do fórum, reproduzida em Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 41. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, relação das autoridades e funcionários da comarca. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, relação das autoridades da comarca, com os endereços. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 477 e 478. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 456 e 457. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 17 de maio de 1897. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 37. ↩
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Armelim Guimarães. Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 70. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 86. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 15 de dezembro de 1906. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, capítulo sobre a maçonaria em Itajubá. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 373. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 383. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 514. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 517. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 128. ↩
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Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, anexos com a descrição do perímetro urbano. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 392. ↩
No acervo fotográfico
3 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.