Antônio Salomon
O Dr. Antônio Salomon foi juiz de direito da Comarca de Itajubá de 1920 a 1940, depois de ter sido professor, jornalista e promotor de justiça na cidade. Estudou os clássicos da língua portuguesa, escreveu peças de teatro, dirigiu grupos de amadores e tomou a iniciativa de criar, em 1934, a Sociedade Protetora dos Pobres. Morreu em 16 de fevereiro de 1958, aos 83 anos.1234
Professor e jornalista
Seção intitulada “Professor e jornalista”Antônio Salomon se formou normalista e fundou o Externato Itajubense, que funcionava desde 1900 e foi a primeira escola particular de Itajubá no século XX. Mais tarde formou-se em Direito; em janeiro de 1907, na inauguração da luz elétrica, ainda era acadêmico.567 Em 14 de outubro de 1901 fundou com o cunhado, o vigário Marçal Pereira Ribeiro, e com o professor Cornélio de Faria o jornal A Evolução, o primeiro de Itajubá no século XX.89 Em 1945, dirigiu com o médico Manuel Cintra Barbosa Lima os últimos seis meses de A Verdade.10
Deu aulas no Ginásio de Itajubá, onde aparece entre os professores em 1910 e numa fotografia de 1912, na Escola Normal das Irmãs da Providência e no Colégio São Vicente de Paulo. Em 1915 era professor de português da Escola Normal e do Liceu Nossa Senhora Auxiliadora.1112131415 Construtores de Itajubá conta que continuou a lecionar nas folgas do trabalho de juiz.1
Promotor e juiz
Seção intitulada “Promotor e juiz”Uma fotografia de 1910 mostra Salomon como promotor de justiça, ao lado do juiz de direito Luís Rennó e do juiz municipal Miguel Vianna; as listas de promotores da comarca o datam de 1914.161718 Em 1915 tinha gabinete no andar de cima do Fórum, advogava no cível e morava na Praça da Matriz.1920
Em 1920 sucedeu José Pereira dos Santos como juiz de direito e ficou no cargo até se aposentar, em 1940.12122 As Efemérides de 1988, na nota de sua morte, falam em 18 anos na função; as demais obras dão 20.4 Em 28 de novembro de 1920, já juiz, assistiu com Wenceslau Braz e Xavier Lisboa à bênção do terreno e da pedra fundamental do prédio da Santa Casa.23 Armelim Guimarães o descreve como juiz austero e imparcial, a quem os advogados da região recorriam para resolver as questões mais difíceis.1
O teatro
Seção intitulada “O teatro”Salomon escreveu peças dramáticas e foi um dos animadores do teatro amador na cidade.24 Fundou o Grupo Dramático de Itajubá e promovia sobretudo montagens de peças de fundo religioso.251 Em 27 de junho de 1948, o Grêmio Dramático de Itajubá, dirigido por ele, apresentou no Salão São Vicente o drama O Capelão e a comédia Como Eles Eram Antigamente.26
Caridade e Igreja
Seção intitulada “Caridade e Igreja”Esteve entre os primeiros sócios da Sociedade Beneficente Itajubense, que deu origem à Santa Casa.27 Católico, foi em 1928 tesoureiro da Ação Social Católica da paróquia.28 Em 25 de dezembro de 1931 presidiu a reunião do Conselho Particular Vicentino que instalou a Assistência aos Mendigos, e no mesmo mês foi presidente de honra, com Wenceslau Braz, da filial da Sociedade Mineira de Proteção aos Lázaros.329
Em 19 de maio de 1934, por iniciativa dele e com o apoio do prefeito José Rodrigues Seabra, foi instalada na Associação Comercial a Sociedade Protetora dos Pobres.330 Em 1957, como presidente do Conselho Vicentino, fez parte da comissão de honra das festas do cinquentenário das Irmãs da Providência em Itajubá.31
Família e memória
Seção intitulada “Família e memória”Em 10 de agosto de 1927, Salomon perdeu dois filhos, Augusto d’Aparecida Ribeiro Salomon, de 24 anos, e Francisco de Assis Ribeiro Salomon, de 21, com cerca de uma hora de diferença, vítimas da mesma doença.32 O vigário Marçal Pereira Ribeiro, seu cunhado, está sepultado no jazigo da família Salomon.9
Morreu em 16 de fevereiro de 1958.4 Em 10 de julho de 1961, a Lei estadual nº 2.399, de um projeto do deputado Euclides Cintra, deu o nome de Dr. Antônio Salomon à escola estadual criada no mesmo dia no bairro da Floresta.3334 Uma rua da cidade também tem o seu nome.35
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 51. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 402. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 502. ↩ ↩2 ↩3
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 16 de fevereiro de 1958. ↩ ↩2 ↩3
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 380. ↩
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Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 47. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 477. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 14 de outubro de 1901. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 475. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1899 sobre a posse do Padre Marçal Pereira Ribeiro. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 407. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 384. Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 52. ↩
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Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, p. 29. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 389. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 386. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, p. 24. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 41. O Município de Itajubá. 1915, legenda da foto das autoridades do Fórum. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 364. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 53 e 141. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, p. 139. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, p. 142. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 363. ↩
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Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 38. Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 99. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto da bênção da pedra fundamental da Santa Casa. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 434. ↩
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Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 68. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 27 de junho de 1948. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 514. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 567. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 519. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 19 de maio de 1934. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 35. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 582. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 10 de agosto de 1927. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 10 de julho de 1961. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 378. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 226. ↩
No acervo fotográfico
4 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.
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Dr Miguel Vianna, juiz municipal; dr. Luiz Rennó, juiz de direito; dr. Antonio Salomon, promotor de justiça ; Fructuoso Rimos de Lima1910 a 1915 -
Dr. Antonio Salomon1914 -
Solenidade da bênção do local e da pedra fundamental do prédio atual e definitivo da Santa Casa de Misericórdia28/11/1920 -
Solenidade da bênção do local e da pedra fundamental do prédio da Santa Casa de Misericórdia28/11/1920