Banco de Itajubá
O Banco de Itajubá S.A., conhecido pela sigla Banita, nasceu da Seção Bancária da Companhia Industrial Sul-Mineira, que começou a operar em 1º de janeiro de 1912 e foi o primeiro estabelecimento bancário da cidade. Depois de 45 anos, o banco foi encampado pelo Banco da Lavoura de Minas Gerais em 1957.123
Antes do banco
Seção intitulada “Antes do banco”No fim do século XIX, os itajubenses faziam remessas de dinheiro para o exterior por agentes de bancos do Rio de Janeiro: em 1889 e 1890, José Gaspar Pereira Leite anunciava ser agente do Banco do Comércio e fazer saques para Portugal, Itália, Alemanha, Espanha e França.1 A Casa Dias, fundada em 1883, também manteve uma seção bancária, iniciativa de José Dias Coelho, que os Construtores de Itajubá apontam como um dos pioneiros dos estabelecimentos de crédito na cidade.45
A Seção Bancária
Seção intitulada “A Seção Bancária”A Seção Bancária da Companhia Industrial Sul-Mineira começou a operar em 1º de janeiro de 1912, com capital de 100 contos de réis; no primeiro ano de funcionamento os depósitos chegaram a 297:168$930.12 Ficava na esquina da Rua Silvestre Ferraz com a então Rua Major Pereira, hoje Rua Dr. João de Azevedo.3
Os realizadores foram os diretores da companhia: Wenceslau Braz, Miguel Vianna, Luís Dias Pereira, Antônio Maximiano Xavier Lisboa e o Major João Antônio Pereira. Somaram-se logo a eles os capitalistas João Carneiro Santiago Júnior, Joaquim Dias e José Brás Pereira Gomes.1 Com o aumento do capital, a seção virou o Banco de Itajubá S.A.1 Duas legendas do acervo da Câmara atribuem a fundação do banco a Wenceslau Braz, uma dando o ano de 1912 e outra o de 1914.67
O banco
Seção intitulada “O banco”O novo edifício da matriz foi inaugurado em 8 de novembro de 1931.18 O banco manteve agências no Rio de Janeiro, em São Paulo e em várias cidades mineiras e paulistas.1 Entre os nomes ligados a ele, Armelim Guimarães cita o Major João Antônio Pereira, Benedito Pereira, o Didi, Luís de Lima Vianna e Wenceslau Braz; o fazendeiro Hugo Jannotti foi gerente da agência matriz, e João Pires de Oliveira Feichas, José Conrado Chaves e Joaquim Serapião estiveram entre os primeiros funcionários.1
O banco sustentou com empréstimos o Instituto Eletrotécnico de Itajubá na crise que quase levou a escola para Campinas, no começo da década de 1940.9
A encampação
Seção intitulada “A encampação”Em 1957, bancários de todas as agências do Banco de Itajubá se reuniram no Normandy Hotel, em Belo Horizonte, para a 7ª Convenção do Banco da Lavoura de Minas Gerais. O encontro selou a união das duas organizações e o desaparecimento do Banco de Itajubá, encampado pelo Banlavoura.101
As fontes divergem sobre o prédio. Segundo a História de Itajubá, a agência do Banco da Lavoura foi instalada primeiro, em 16 de agosto de 1950, no prédio do Banco do Comércio S.A., na Praça Getúlio Vargas, também encampado pelo Banlavoura, e só passou a ocupar o prédio do Banco de Itajubá depois da apropriação deste. As Efemérides e uma legenda de Itajubá e Sua História dizem que a agência do Banco da Lavoura foi instalada, em 1950, no prédio do extinto Banco de Itajubá.14113
Extinto o Banlavoura, o prédio passou ao Banco Real, e uma legenda da Câmara registra a passagem posterior ao Santander.47
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 482. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 3. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1º de janeiro de 1912. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 86 e 89. ↩ ↩2 ↩3
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 483. ↩ ↩2 ↩3
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Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 53. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Banco de Itajubá”. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Antigo Banco de Itajubá”. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 8 de novembro de 1931. ↩
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Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, p. IV. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1957 sobre a 7ª Convenção do Banco da Lavoura de Minas Gerais. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1950 sobre a instalação da agência do Banco da Lavoura. ↩
No acervo fotográfico
4 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.