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Asilo Nossa Senhora da Soledade

O Asilo Nossa Senhora da Soledade, também chamado Asilo dos Velhos e Casa dos Pobres Nossa Senhora da Soledade, abrigou velhos desamparados na Vila Lúcia, em Itajubá. O prédio serviu de quartel provisório ao 4º Batalhão de Engenharia entre 1921 e 1925, e hoje não existe mais.12

Quando o 4º Batalhão de Engenharia foi designado para Itajubá, a Câmara Municipal, em 16 de agosto de 1920, começou a negociar terrenos na Vila Lúcia para construir o quartel. O que se decidiu foi ceder ao Exército o prédio recém-construído ali para asilo dos desamparados.2 O batalhão ocupou o prédio de 31 de janeiro de 1921 até 1925, quando a Companhia Construtora de Santos entregou a sede própria.345 Uma legenda de Itajubá e Sua História atribui a construção do prédio à Sociedade Protetora dos Pobres, que só foi instalada em 19 de maio de 1934, quando o prédio já existia havia mais de dez anos.67

Em 26 de fevereiro de 1940, a Sociedade Protetora dos Pobres inaugurou o asilo, conforme deliberação tomada em 9 de julho do ano anterior. Estavam à frente da entidade o Major João Antônio Pereira, Otávio Fonseca, Laura Ribeiro Pinto e João da Costa Machado.789

As Irmãs da Providência dirigiram o asilo, como faziam com a Santa Casa, o Asilo Santa Isabel e a Maternidade Xavier Lisboa.10 A casa tinha capela própria, que Armelim Guimarães lista entre as capelas da cidade, e o padre holandês Leonardo Hendriks foi capelão do asilo.1112 Num levantamento dos pedintes da cidade feito pelas irmãs, 11 dos 197 fichados moravam no asilo.13

Durante a Revolução Constitucionalista, Itajubá virou praça de guerra. O 5º Batalhão da Força Pública de São Paulo aquartelou-se no prédio do asilo, e o 4º Regimento de Infantaria, de Quitaúna, acampou nas imediações.1415

O asilo aparece isolado, à direita, na vista da Vila Lúcia tirada do alto do morro da Boa Vista quando ainda existia a ponte metálica, e também na vista aérea da queda dessa ponte, em 1954.116 O acervo guarda ainda a fotografia da solenidade do 4º Batalhão no pátio do prédio, em 2 de janeiro de 1925, a da inauguração do asilo, em 1940, e uma vista do antigo asilo na década de 1960.17918

  1. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 77. ↩ ↩2

  2. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 486. ↩ ↩2

  3. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 31 de janeiro de 1921. ↩

  4. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 23. ↩

  5. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto do quartel do 4º Batalhão de Engenharia. ↩

  6. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 29. ↩

  7. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 502. ↩ ↩2

  8. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 15. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 26 de fevereiro de 1940. ↩

  9. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Inauguração da Casa dos Pobres Nossa Senhora da Soledade”. ↩ ↩2

  10. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 582. ↩

  11. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 579. ↩

  12. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete sobre a morte do Padre Leonardo Hendriks. ↩

  13. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 503. ↩

  14. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 489. ↩

  15. Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 42. ↩

  16. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Vista aérea da Queda da Ponte Tancredo Neves - 1954”. ↩

  17. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 93. ↩

  18. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Antigo asilo”. ↩

No acervo fotográfico

9 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.

Ver no acervo →