Casa das Máquinas do Cel. João Carneiro Santiago Júnior
A Casa das Máquinas do Cel. João Carneiro Santiago Júnior foi o pavilhão de beneficiar café e arroz que funcionou no começo do século XX à beira da Praça Pereira dos Santos, em Itajubá. Quem o dirigia era Bráulio Carneiro Santiago, filho do proprietário.12
As primeiras máquinas de beneficiar
Seção intitulada “As primeiras máquinas de beneficiar”Armelim Guimarães atribui à instalação das primeiras máquinas de beneficiar arroz, “logo no início deste século”, um grande auxílio aos agricultores do município. Ele arrola quatro pioneiras em Itajubá: as de Oswaldo Carneiro & Cia., de Carvalho & Dias, de Rennó Pereira & Cia. e a do coronel João Carneiro Santiago Júnior. Esta última foi montada em 1902 pelo mecânico Cristóvão Eggersglüss, que montou outra por conta própria na Rua dos Remédios, atual Xavier Lisboa, e a confiou à administração de João Capistrano Paulista.3
O Município de Itajubá, de 1915, registra que a Companhia Industrial Sul Mineira fornecia energia elétrica à fábrica de tecidos, à fábrica de chapéus, a duas máquinas de beneficiamento de arroz, a uma serraria e a outras oficinas da cidade. O livro não diz de quem eram as duas máquinas.4
Onde ficava
Seção intitulada “Onde ficava”As fontes situam o pavilhão no mesmo trecho do centro e o descrevem por referências diferentes. A legenda do livro de 1998 o põe à esquerda da Praça Pereira dos Santos, vista do jardim.1 A do segundo volume de 1999 diz que ficava “na avenida que tem o nome deste nosso grande vulto do passado”, isto é, a Avenida Coronel Carneiro Júnior.5 A legenda do Memorial da Câmara repete a segunda versão, localizando a casa das máquinas “na atual rua Cel. Carneiro Junior”.6 As duas se encontram: Armelim Guimarães descreve a serraria da firma Carvalho, Dias & Cia. como existente “na esquina da Avenida Cel. Carneiro Júnior com a Praça Pereira dos Santos”.7
Ao lado do pavilhão maior havia um menor, com a serraria e carpintaria da firma que as legendas chamam de Dias Irmãos & Comp.56 A História de Itajubá dá outro nome à firma daquela esquina: Carvalho, Dias & Cia., constituída em 1914 pelos industriais Luís Dias Pereira, Joaquim Dias, Virgínio Dias Pereira, Marcolino Carvalho, José Verano da Silva, José Dias Coelho e Josino Dias.7
Ao lado do pavilhão ficava a residência de Bráulio Carneiro Santiago, que ainda existia em 1999. O muro e o portão entre a casa e o pavilhão foram demolidos para abrir a Rua Major Bello,18 que a História de Itajubá chama de Rua Major Bello Lisboa.9 Na fotografia do jardim da praça, à direita, aparece a casa em que morou e morreu o Padre Lourenço da Costa Moreira.10
O proprietário
Seção intitulada “O proprietário”João Carneiro Santiago Júnior nasceu em setembro de 1849, em Maria da Fé, filho do coronel João Carneiro Santiago e de D. Ana Ribeiro Santiago. Fazendeiro e chefe político, foi mais de uma vez agente executivo municipal, a ele se deve a construção do primeiro Mercado Municipal e esteve entre os realizadores da Companhia Industrial Sul-Mineira e entre os beneméritos da Santa Casa de Misericórdia. Era casado com D. Lucinda Pereira Guimarães Santiago, falecida em 24 de janeiro de 1945, pai de Theodomiro Carneiro Santiago e sogro de Wenceslau Braz. Morreu em Itajubá em 10 de março de 1931.1112
O Município de Itajubá diz que a cidade lhe devia esforços pela sua autonomia e que o governo imperial lhe concedeu a comenda da Ordem da Rosa pelos serviços prestados durante o período monárquico.13 Tomou posse na presidência da segunda Intendência Municipal em 2 de março de 189114 e presidiu a Câmara como agente executivo no triênio de 1901 a 1903.15
O gerente
Seção intitulada “O gerente”Bráulio Carneiro Santiago, irmão de Theodomiro, era o gerente das máquinas.18 Foi vereador: em março de 1911 subscreveu o projeto do vereador Antônio Lúcio Borges que disciplinou o uso de bicicletas nas ruas e praças do distrito da cidade.16 Armelim Guimarães o aponta como um dos pioneiros da indústria do sabão em Itajubá.17 Morreu em 18 de fevereiro de 1941, descrito nas Efemérides como industrial e fazendeiro.18
As fotografias
Seção intitulada “As fotografias”O pavilhão aparece numa fotografia publicada em O Município de Itajubá, cuja legenda o identifica como máquina de beneficiar café de propriedade do coronel João Carneiro Santiago Júnior.2 A mesma fotografia está no acervo do Projeto Reminiscências Fotográficas da Câmara, que guarda ainda a vista do jardim da Praça Pereira dos Santos em que o pavilhão ocupa a borda esquerda.610 As fontes consultadas não registram quando o prédio deixou de funcionar nem quando foi demolido.
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto da Praça Pereira dos Santos no início do século XX. ↩ ↩2 ↩3 ↩4
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O Município de Itajubá. 1915, p. 136, legenda da fotografia. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 333. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, seção sobre o serviço hidroelétrico de Itajubá. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 60, legenda da foto. ↩ ↩2
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Casa das Máquinas de beneficiar café do Cel. Carneiro Júnior”. ↩ ↩2 ↩3
-
Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 33, legenda da foto. ↩ ↩2
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 440. ↩
-
Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Jardim da Praça Pereira dos Santos”. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 10. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 10 de março de 1931. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, p. 42. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 2 de março de 1891. ↩
-
O Município de Itajubá. 1915, p. 60. ↩
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Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, capítulo sobre o trânsito e os veículos. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 346. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 18 de fevereiro de 1941. ↩
No acervo fotográfico
3 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.