Comércio
O comércio acompanhou Itajubá desde o arraial e foi, ao lado da agricultura e depois da indústria, um dos sustentáculos da economia da cidade. A História de Itajubá separa os comerciantes do século XIX dos que se destacaram na primeira metade do século XX, e registra que o comércio de então já era um dos mais bem supridos do Sul de Minas.12
O século XIX
Seção intitulada “O século XIX”Havia vendolas e pequenos armazéns em todos os cantos da cidade, e também mercearias e grandes lojas de fazendas, calçados, chapéus, armarinho, louças, ferragens e miudezas.1
Entre os comerciantes do período está Agostinho Pereira Leite, que a História de Itajubá apresenta como um dos maiores vultos do comércio itajubense do século XIX: vendia fazendas, chapéus, calçados, roupas feitas, brinquedos, artigos de carnaval e máquinas de costura Singer, com garantia de conserto. Afonso Henrique de Vasconcelos tinha a Casa Mandolina, com brinquedos, papelaria e álbuns de música. Francisco Ciancio, o Francisco Sanches Brinquinho, italiano conhecido pelos brincos que usava, foi dono do Grande Empório, onde se achava de tudo, de queijos e bebidas a material de caça e pesca.1
A cidade tinha padarias, quitandas, bares e confeitarias. O bar mais frequentado do século foi o Café Retiro, de José Luís Monteiro Chaves, inaugurado em 24 de setembro de 1890 na Rua Silvestre Ferraz, com doces finos, café, chocolate, refrescos, cigarros e charutos.3 Entre as doceiras e cozinheiras famosas estão Ana Rodrigues de Sales, Querubina Ribeiro e Justina Augusta da Silva, elogiada pelo presidente de Minas, Melo Vianna, quando visitou Itajubá em 1925.3
Em 1893, segundo publicação do agente executivo Francisco Braz Pereira Gomes, o comércio pagava de imposto três réis por quilo de milho, cinco pela farinha e pelo fubá mimoso, dez pelo toucinho e 500 réis por cabeça de suíno.1
O comércio no século XX
Seção intitulada “O comércio no século XX”Nas primeiras décadas do século XX destacaram-se, entre muitos, Alberto José Werdine, fundador da Casa Reny, na Praça Teodomiro Santiago, especializada em brinquedos e material de esportes, e os irmãos Álvaro e Benedito Mendonça Chaves, donos de A Liberty, na Praça Wenceslau Brás. A História de Itajubá chama A Liberty de maior e mais completo estabelecimento comercial das primeiras décadas do século e diz que foi a casa pioneira na venda de discos e vitrolas, com seções de livros e de material fotográfico.2
Na mesma época, a Casa Dias, fundada em 1º de julho de 1883 pelos irmãos João, Joaquim, Virgínia e Luiz Dias Pereira, tornou-se o estabelecimento mais tradicional da cidade, com mais de um século de existência no fim do milênio.4
Mercado, matadouro e feiras
Seção intitulada “Mercado, matadouro e feiras”O abastecimento tinha três apoios públicos. O Mercado Municipal, inaugurado em 7 de setembro de 1884 na Praça Adolfo Olinto e substituído em 1954 pelo do bairro Vicentino, era onde a população se abastecia: O Município de Itajubá descreve as feiras de domingo no edifício do mercado, em que a cidade se abastecia para a semana.56 O Matadouro Municipal, regulamentado pela Lei nº 16, de 9 de janeiro de 1917, ficou cercado de casas com o crescimento da cidade; o prefeito José Maria da Silveira Campos construiu o novo no bairro do Açude, e no terreno do antigo se ergueu o Colégio João XXIII.2
Em 6 de janeiro de 1944, o prefeito Alcides Faria inaugurou as feiras livres, que se realizavam duas vezes por semana na Avenida São Vicente de Paulo e depois passaram para a Avenida João Antônio Pereira e a Rua Joaquina Dias.7
A Associação Comercial
Seção intitulada “A Associação Comercial”A Associação Comercial de Itajubá nasceu de uma reunião convocada pelo major João Antônio Pereira em 12 de abril de 1925, no escritório da Companhia Industrial Sul-Mineira, e foi fundada em 25 do mesmo mês, com ele na presidência. A Lei municipal nº 155, de 15 de outubro de 1929, reconheceu sua utilidade pública, e em 8 de dezembro de 1930 a instituição inaugurou sede própria na Avenida Coronel Carneiro Júnior, com planta de Eduardo Piquet.8910
Em 16 de setembro de 1934 fundou-se o Sindicato Patronal dos Negociantes, presidido por Fortunato José Carlos Peixoto.9 A associação sediou exposições de produtos itajubenses, como a de 9 de agosto de 1933, e o 3º Congresso Comercial, Industrial e Agrícola de Minas Gerais, em 1930, realizou-se na cidade.11
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 225. ↩ ↩2 ↩3 ↩4
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 238. ↩ ↩2 ↩3
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 60, legenda da foto da Casa Dias. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 234. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, seção sobre a agricultura e as feiras dominicais no edifício do mercado. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 236. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 244. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 25 de abril de 1925. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 350. ↩
No acervo fotográfico
64 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data; aqui as 12 primeiras.
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Armazém da firma João Dias e Irmãos1883 a 1899 -
Mercado Municipal, Praça Adolfo Olinto1884 -
Amélia BragaDécada de 1890 -
Antigo Mercado MunicipalDécada de 1890 -
Antigo Mercado Municipal de Itajubá, na praça Adolpho OlynthoDécada de 1890 -
Antigo Mercado Municipal1910 a 1915 -
Outro aspecto do Mercado Municipal1910 a 1915 -
Banco de Itajubá e Rua Silvestre Ferraz1912 a 1924 -
Casa do Dr. Geraldino Furtado de Medeiros1912 a 1922 -
Salão de tecelagem na Fábrica de Tecidos Codorna1914 -
Rua nova no ano 19151915 -
Antigo Mercado Municipal de ItajubáDécada de 1920