Diretório Acadêmico
O Diretório Acadêmico dos alunos do Instituto Eletrotécnico de Itajubá nasceu da Associação Acadêmica, fundada em 23 de novembro de 1935 pelos acadêmicos de Engenharia, e inaugurou sede própria no Bairro São Vicente em 3 de novembro de 1951. A sede recebeu recitais, saraus, conferências e peças de teatro nas décadas de 1950 e 1960.123
Da Associação Acadêmica à sede própria
Seção intitulada “Da Associação Acadêmica à sede própria”Armelim Guimarães registra a fundação da Associação Acadêmica em 23 de novembro de 1935, que anos mais tarde se tornou o Diretório Acadêmico. A cronologia da Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro dá o mesmo ano, mas chama a entidade de Sociedade Acadêmica.14
Por escritura de 27 de novembro de 1947, o comerciante Próspero Sanches doou ao Diretório o terreno do Bairro São Vicente onde se construiria a sede. A pedra fundamental foi lançada em 25 de setembro de 1948, e a Câmara concedeu à instituição uma subvenção pela Lei Municipal nº 19, de 29 de setembro daquele ano. As obras foram inauguradas com festa em 3 de novembro de 1951.156 Fotografias do canteiro mostram o diretor, professores, funcionários e alunos do Instituto durante a construção.728
Moradia estudantil
Seção intitulada “Moradia estudantil”Em 11 de novembro de 1956 fundou-se a Casa do Estudante Eletrotécnico, com projeto de um prédio de quatro andares para dormitórios, refeitório, biblioteca, lavanderia, cozinha e salas de estudo. A ideia era acabar com as repúblicas espalhadas pela cidade, que tinham nomes como República dos Diabos, Arca de Noé, Antro dos Inocentes, República Pé de Anjo e Covil dos Puritanos.1 Antes disso, pelo Decreto-Lei nº 120, de 25 de agosto de 1947, a Câmara já tinha doado um terreno de 3.630 metros quadrados entre as avenidas Umbelina Chiaradia e Paulo Chiaradia para a construção de casas para estudantes.1
A sede como casa de espetáculos
Seção intitulada “A sede como casa de espetáculos”Em 21 de agosto de 1954, a sede do Diretório recebeu a primeira audição dos alunos do Departamento de Itajubá do Conservatório Brasileiro de Música, resultado do empenho das professoras Isaura Carneiro e Mariana Marques Machado.910 Em 1955, o engenheiro itajubense Ildeu Ramos de Lima deu ali uma conferência sobre o petróleo.11
A partir de 1958, a Cultura Artística de Itajubá levou ao Diretório os seus recitais e saraus. O primeiro, em 27 de maio de 1958, foi o do pianista Bráulio Martins; vieram depois, entre outros, o trompista alemão Alfredo Richter, o violinista José Dias de Aguiar, o cantor Klaus Dieter Walff, o pianista J. Otaviano, a harpista Leda Guimarães Natal, o violinista Joseph Biro e a Orquestra Rizzi, regida por Germano Benencase.1213 O palco recebeu ainda o flautista austríaco Estebam Eitler, os recitais poéticos da professora Salô Vianna com suas alunas e, em 1959, a estreia de A Técnica do Ciúme, peça escrita pelo engenheirando Nilo Peçanha Siqueira.141516
Ensino e rádio
Seção intitulada “Ensino e rádio”O Diretório manteve um curso de alfabetização, que Armelim Guimarães cita entre as iniciativas de ensino de adultos na cidade.17 No início de 1964, a Rádio Universitária passou a ser operada pelo Departamento de Imprensa do Diretório, e os alunos Rolf Bukman e Ivan Sabatella Filho ficaram encarregados de administrá-la. Mais tarde, a emissora e o Diretório promoveram juntos shows de música popular regional.1819 Os estudantes de Engenharia mantinham também o jornal O Dínamo.1
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 397. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6
-
Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda da foto da construção da sede do Diretório Acadêmico. ↩ ↩2
-
Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 12. ↩
-
Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, p. IV, cronologia do Instituto. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 65. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 25 de setembro de 1948. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, índice, verbete de 3 de novembro de 1951. ↩
-
Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 70. ↩
-
Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Diretório Acadêmico da Unifei”. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 423. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 59. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 21 de agosto de 1954. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1955 sobre a conferência de Ildeu Ramos de Lima. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbetes de 27 de maio e 18 de junho de 1958, de 25 de julho de 1958 e dos recitais seguintes da Cultura Artística de Itajubá. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbetes dos saraus da Cultura Artística de Itajubá de 1958 e 1959. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 18 de abril de 1958. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbetes dos recitais poéticos de Salô Vianna. ↩
-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1959 sobre a peça A Técnica do Ciúme. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 382. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 448. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 449. ↩
No acervo fotográfico
3 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.