Rua Francisco Braz
A Rua Coronel Francisco Braz fica no centro de Itajubá e chamou-se, no século XIX, Rua Duque de Caxias. O nome atual homenageia o coronel Francisco Brás Pereira Gomes, agente executivo municipal e pai do presidente Wenceslau Braz.123
Os nomes
Seção intitulada “Os nomes”Uma ata de 1850 chama a via de “rua que vai sair no rio”; ela seria depois a Rua Duque de Caxias e, por fim, a Rua Coronel Francisco Brás.4 As Efemérides registram que, em 12 de janeiro de 1856, a Municipalidade comprou de Antônio José Pinto da Silva uma faixa de terreno para o prolongamento da Rua da Cadeia, a mesma rua de hoje.5 O mapa da cidade de 1888 mostra que a Rua da Palha era a continuação da Duque de Caxias.2
O homenageado
Seção intitulada “O homenageado”Francisco Brás Pereira Gomes foi agente executivo municipal de Itajubá e parlamentar. Criou, pela Lei municipal nº 29, de 11 de julho de 1894, a Escola Normal de Itajubá, instalada em 1895 e oficializada pelo governo mineiro em 1897; o estabelecimento durou pouco e foi extinto em 1901.6789 Morreu em Brasópolis em 25 de fevereiro de 1914.3
A cadeia e a Câmara
Seção intitulada “A cadeia e a Câmara”O sobrado com a Câmara Municipal no pavimento superior e a cadeia pública no térreo, inaugurado em 19 de março de 1851, ficava na esquina da rua com a atual Rua Dr. Américo de Oliveira, onde depois funcionou a Casa Esperança, de Humberto Werdine.410 Antes da construção do Fórum, uma das instalações provisórias do Judiciário também ficou nessa esquina.11
Comércio, imprensa e ensino
Seção intitulada “Comércio, imprensa e ensino”Em 1º de julho de 1883, os irmãos João, Joaquim, Virgínia e Luiz Dias Pereira, filhos do alferes Joaquim José Pereira Dias, inauguraram na rua o armazém da firma João Dias & Irmãos, que deu origem à Casa Dias, ainda existente no fim do século XX.12 Joaquim Rodrigues Pinto manteve ali a Padaria Pinto, com fábrica de bolachas e biscoitos, fotografada em 1914 para O Município de Itajubá.1314 A rua teve ainda o Hotel Lima, inaugurado em 1888 no número 20, a Farmácia Carvalho Neto, na esquina da Travessa do Comércio, e casas de bilhar, entre elas a de Francisco da Costa de Oliveira Braga, no número 12, e a de José de Almeida Cunha Júnior.151617
Foi numa sala da residência de Manuel Félix de Alvarenga, nesta rua, que Aureliano Moreira Magalhães montou em 1872 a velha tipografia comprada em Baependi e trazida em carro de bois, de onde saiu o primeiro jornal de Itajubá.18 Em 6 de maio de 1888, os republicanos da cidade foram convocados a se reunir no sótão da casa número 24 para deliberar sobre a organização do partido.19
Calisto de Paula César e José Pereira de Castro Júnior abriram no número 9, em 1887, uma escola de música.20 O Liceu Nossa Senhora Auxiliadora, fundado em 1915 por Joaquim Severino de Paiva Azevedo, internato e externato para meninos, funcionava em prédio da rua.21 Justino Paulistano de Olivas, que serviria 50 anos ao fórum, teve ali a oficina de marcenaria em que trabalhava na mocidade.22
O álbum de 1915 cita entre as boas residências da cidade as de Antônio Salomon e dos irmãos Próspero e Silvério Sanches, na Rua Coronel Francisco Brás.23 A casa do médico Ítalo Rinaldo Dotto, construção do século XIX, é apontada em Itajubá e Sua História como uma das poucas casas do Itajubá antigo que restaram na rua.1 Na esquina com a Praça Adolfo Olinto ficava a casa em que o comerciante português José de Almeida Cunha Júnior montou o Salão Japonês.24
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 18. ↩ ↩2
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Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda do mapa da cidade de 1888. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 25 de fevereiro de 1914. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 12 de janeiro de 1856. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 11 de julho de 1894. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1895 sobre a instalação da Escola Normal de Itajubá. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 11 de fevereiro de 1897. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1º de agosto de 1901. ↩
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Armelim Guimarães. Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 101. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 67. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 59. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 61. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, foto e verbete da Padaria e Fábrica de Biscoutos de Joaquim Rodrigues Pinto. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 228. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 527. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 441. ↩
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Armelim Guimarães. Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 51. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 266, citando O Itajubá de 6 de maio de 1888. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 422. ↩
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Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda da foto do Liceu Nossa Senhora Auxiliadora. ↩
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Comarca de Itajubá 1872–2022. 2022, p. 114. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, p. 130. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto do Salão Japonês. ↩
No acervo fotográfico
4 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.