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Fritz Hoffmann

Fritz Hoffmann foi um engenheiro suíço, topógrafo de formação, que veio para Itajubá entre os catedráticos europeus contratados por Theodomiro Carneiro Santiago para o Instituto Eletrotécnico e Mecânico. Na cidade, assinou os projetos de abastecimento de água e de esgoto, dirigiu o desmonte do morro de São Benedito e trabalhou como engenheiro do Estado. Morreu em Itajubá em 8 de janeiro de 1925.1234

Theodomiro contratou na Europa seis mestres para o Instituto: os belgas Victor van Helleputte, Armand Bertholet e Arthur Tolbecq, os suíços Fritz Hoffmann e Arthur Spirgi e o francês Pierre François Objois.156 Hoffmann aparece com os colegas nas fotografias do corpo docente publicadas em O Município de Itajubá e no painel da primeira turma de engenheiros, formada em 15 de junho de 1917.27 O álbum de 1915 o descreve como engenheiro formado na Suíça, topógrafo, e em 1915 ele constava também entre os engenheiros do Estado com atuação na cidade.83

Em 20 de outubro de 1914, o vereador Frederico Leite apresentou o projeto que virou a Lei nº 56, concedendo a Hoffmann a gratificação de um conto de réis pelo levantamento das plantas para a captação de águas.9 A Câmara voltou a se apoiar nele nos anos seguintes: em agosto de 1917, numa sessão extraordinária convocada por causa da seca e da ameaça de falta de água, os vereadores ouviram a explanação do engenheiro antes de aprovar o projeto de Próspero Sanches.10 Em fevereiro de 1918, o presidente da Câmara relatou a viagem que fizera com Hoffmann ao Rio de Janeiro para viabilizar a obra e propôs, como alternativa, aproveitar as águas do Rio Sapucaí.1112

Os projetos de reforço do abastecimento de água e da rede de esgotos eram os dois de autoria dele.13 A Lei municipal nº 35 autorizou fazer por administração as obras de canalização do esgoto, com os serviços técnicos de Hoffmann e a administração de Tomás Wood e Galdino Luís da Silva.14

Em 24 de fevereiro de 1920 começaram, sob a direção de Hoffmann, as obras de desmonte do morro de São Benedito, feitas com jato de água bombeada do ribeirão José Pereira.1516 A terra levada pela água aterrou o brejo e a depressão onde depois se fizeram a Praça Pereira dos Santos e a estação rodoviária, e o terreno do morro deu lugar a parte do bairro Morro Chique.1718 O morro que sumiu era o mesmo de onde o pintor Luiz Teixeira, aos 27 anos, retratara a cidade numa tela de grandes dimensões.19

Em 20 de janeiro de 1920, o Clube Itajubense pediu a Hoffmann a planta de uma reforma da sede, atendida por ele.2021 Em 16 de agosto de 1921, um projeto do vereador Virgílio Pereira Gomes mandou construir um mictório público na Praça Wenceslau Brás conforme a planta e o orçamento apresentados pelo engenheiro.22 O texto de O Município de Itajubá o inclui na relação dos arquitetos que trabalhavam na cidade, ao lado de João Baptista Randolpho Paiva, Moisés Luigi e dos professores belgas do Instituto.23

  1. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 394. ↩ ↩2

  2. O Município de Itajubá. 1915, legendas das fotos dos docentes do Instituto Eletrotécnico e Mecânico. ↩ ↩2

  3. O Município de Itajubá. 1915, relação dos funcionários estaduais. ↩ ↩2

  4. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 8 de janeiro de 1925. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 4. ↩

  5. Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 66. ↩

  6. Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 16. ↩

  7. Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda do painel da primeira turma do Instituto. ↩

  8. O Município de Itajubá. 1915, capítulo sobre o Instituto Eletrotécnico e Mecânico. ↩

  9. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 356. ↩

  10. Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, capítulo sobre o abastecimento de água, sessão extraordinária de agosto de 1917. ↩

  11. Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, exposição do presidente da Câmara de fevereiro de 1918. ↩

  12. Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, anexo com a proposta de captação das águas do rio Sapucaí. ↩

  13. Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, capítulo sobre a rede de esgotos. ↩

  14. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 132. ↩

  15. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 24 de fevereiro de 1920. ↩

  16. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 9. ↩

  17. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 23. ↩

  18. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 594. ↩

  19. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 77. ↩

  20. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 458. ↩

  21. Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda sobre a sede do Clube Itajubense. ↩

  22. Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, anexo com os projetos de banheiros públicos. ↩

  23. O Município de Itajubá. 1915, relação dos arquitetos, reproduzida em Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999. ↩

No acervo fotográfico

4 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.

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