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Palacete de D. Amélia Braga

O palacete de D. Amélia Braga foi a residência de Amélia Cândida Vianna Braga na Praça Cesário Alvim, hoje Praça Teodomiro Santiago, no centro de Itajubá, construída pelo italiano Moisés Luigi e demolida para dar lugar ao Edifício João Correia. Depois de D. Amélia, moraram ali o coronel Alcides Faria e João Correia.1234

Enquanto o marido, Miguel Carlos da Silva Braga, estava vivo, D. Amélia morou num casarão na esquina da Rua Coronel Rennó com a Rua Santos Pereira, que depois abrigou o colégio das Irmãs da Providência e o Ginásio de Itajubá. Segundo Itajubá e Sua História, ela construiu o palacete da praça depois de ficar viúva, em 1903.5 A Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro identifica a casa de Amélia Braga, vista por trás e com um recorte em forma de U, numa fotografia de François Soucasaux que data de 1897, o que não combina com a construção depois de 1903.6

Segundo a Memória, a História de Itajubá e as Efemérides, quem dirigiu a obra foi Moisés Luigi, mestre de obras italiano que também ergueu a Santa Casa, o palacete de Isaltino Ribeiro e a casa de Wenceslau Braz.627 Numa conferência de 1959, o engenheiro José Ernesto Coelho incluiu o palacete entre as principais obras de Luigi.2

Em janeiro de 1907, a Folha Popular, de Paraisópolis, descreveu a Praça Cesário Alvim como a sala de visitas elegante de Itajubá, cercada de belas residências, entre as quais se destacava o palacete de D. Amélia Braga, “num tom aristocrático e fidalgo”. Ao lado ficava o Clube Literário e Recreativo, e em frente, o Ginásio de Itajubá.8 O álbum O Município de Itajubá, de 1915, publicou uma fotografia da casa e a citou entre os prédios particulares de bela fachada da cidade, de frente para o Jardim Municipal e com colunatas de estilo compósito.910

Nos dias 27 e 28 de abril de 1907, a cidade recebeu o 1º Congresso das Municipalidades do 5º Distrito, organizado pelo deputado federal Francisco Álvaro Bueno de Paiva. O presidente de Minas Gerais, João Pinheiro da Silva, hospedou-se no palacete, onde foi recebido com manifestação popular e bandas de música da cidade e de municípios vizinhos.1112

Na mesma praça, D. Amélia comprou da Paróquia o terreno em que construiu o prédio do cinema Bijou-Salon, de José Martins Garcia, depois ocupado pelo Bar Acadêmico.1314

D. Amélia Braga morreu em 12 de agosto de 1925.15 O palacete passou ao coronel Alcides Faria, fazendeiro, industrial e prefeito, e depois a João Correia, o último proprietário.316 Fotografias tiradas das janelas do Grande Hotel entre as décadas de 1940 e 1970 mostram o casarão ao lado da casa do empresário Adolpho Pereira; a da década de 1970 o registra ainda de pé.171819

As fontes não registram a data da demolição. Em 1987 a História de Itajubá já dava o palacete como demolido.1 No terreno foi construído um edifício alto, que leva o nome de João Correia; a legenda da Câmara o chama de Edifício João Corrêa Pinto.3416

  1. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 243. ↩ ↩2

  2. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 133, citando conferência de José Ernesto Coelho no Rotary Club de Itajubá em 25 de agosto de 1959. ↩ ↩2 ↩3

  3. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto da Praça Theodomiro Santiago com o palacete de D. Amélia Cândida Vianna Braga. ↩ ↩2 ↩3

  4. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 17. ↩ ↩2

  5. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 24. ↩

  6. Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda da foto 1. ↩ ↩2

  7. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 13 de dezembro de 1941. ↩

  8. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 131, citando a Folha Popular de Paraisópolis de janeiro de 1907. ↩

  9. O Município de Itajubá. 1915, foto “Cidade de Itajubá: Palacete da exma. sra. d. Amelia Braga”. ↩

  10. O Município de Itajubá. 1915, p. 130. ↩

  11. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 118. ↩

  12. O Município de Itajubá. 1915, p. 64. ↩

  13. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 437. ↩

  14. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 580. ↩

  15. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 582. ↩

  16. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Antigo Palacete de Amélia Braga”. ↩ ↩2

  17. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Praça Teodomiro Santiago - década de 1940”. ↩

  18. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Praça Teodomiro Santiago - década de 1970”. ↩

  19. Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda da foto da Praça Theodomiro Santiago no final da década de 1940. ↩

No acervo fotográfico

17 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data; aqui as 12 primeiras.

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