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Luís Teixeira

Luís Teixeira foi pintor, caricaturista, ator e cenógrafo, e é o artista plástico mais citado na história de Itajubá. Pintou telas, interiores de igrejas e cenários, ilustrou jornais da cidade e morreu em 24 de novembro de 1952.12

Ele ainda era menino quando o bispo diocesano D. Lino Deodato de Carvalho veio a Itajubá em visita pastoral e lhe apresentaram o garoto como uma “revelação” para a caricatura. O bispo reconheceu a vocação e o levou para São Paulo, matriculando-o no Liceu, onde o menino teve as primeiras aulas de desenho com o professor Santoro. Depois D. Lino lhe proporcionou aulas de pintura com Benedito Calixto e Almeida Júnior.1

No teatro, Luís Teixeira trabalhou como ator e cenógrafo na Companhia Dramática Luísa Leonardo e depois na troupe de Santos Lima. Deixando o palco, instalou seu ateliê de pintura na Rua Oliveira Marques, a antiga Biquinha, de onde saía para expor em outras cidades e para pintar interiores de igrejas. Foi também caricaturista de O Malho, do Rio de Janeiro, e de alguns jornais.1 A História de Itajubá o cita, ao lado de Bernardino, entre os que se revelaram na caricatura no passado da cidade.3

Luís Teixeira fez a reprodução da grande tela de Feliciano José Pinto da Silva com a vista total de Itajubá, colhida do alto do morro de São Benedito. A cópia foi reproduzida em O Município de Itajubá, de Pedro Bernardo Guimarães, e por algum tempo esteve no gabinete do prefeito; nela aparecem o cemitério velho e a capela do Rosário.4

Pintou a estação ferroviária e o largo da Praça Pereira dos Santos e, para a cena não ficar vazia, pôs no quadro moradores conhecidos da cidade.5 Fez a pintura interna da Capela dos Remédios, trabalho que já tinha desaparecido quando Armelim Guimarães escreveu, e a da Capela de Nossa Senhora Aparecida da Vila Vicentina, depois modificada por outro artista.67

Uma tela dele foi reproduzida no painel de azulejos do mirante construído no muro de arrimo do outeiro da Matriz de Nossa Senhora da Soledade, com escadaria de pedra da então Rua Padre Marçal até o adro, inaugurado em 8 de dezembro de 1956.8 Em 1911, a histórica imagem de São José que pertencera ao Padre Lourenço foi levada em procissão da casa do pintor, na Biquinha, de volta para a Matriz, depois de ele a reencarnar.9

As Efemérides Itajubenses registram uma sequência de exposições dele na cidade. Em 19 de julho de 1919 ele inaugurou uma das primeiras, com quadros e trabalhos de cerâmica; em 10 de dezembro de 1930, outra, em que figuraram também telas de alunos seus; e em 20 de novembro de 1932 abriu a que a edição de 1988 identifica como a 20ª Exposição de Pinturas e a de 1972 chama de uma das maiores que ele fez.10111213 Em 15 de junho de 1940 inaugurou mais uma na sede da Associação Comercial.14

  1. Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 44. ↩ ↩2 ↩3

  2. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 24 de novembro de 1952. ↩

  3. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 430. ↩

  4. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 428. ↩

  5. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 104, legenda da foto da estação. ↩

  6. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 576. ↩

  7. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 578. ↩

  8. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 132. ↩

  9. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 18 de setembro de 1911. ↩

  10. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 19 de julho de 1919. ↩

  11. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 10 de dezembro de 1930. ↩

  12. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 20 de novembro de 1932. ↩

  13. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 81, verbete de 20 de novembro de 1932. ↩

  14. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 15 de junho de 1940. ↩