Rua Eugênio Salles
A Rua Eugênio Salles, no centro de Itajubá, sai da Praça Pereira dos Santos e foi aberta no fim do século XIX, em terreno doado à Municipalidade pelo ferreiro Francisco Masselli. Nela existiu a primeira igreja de São Benedito.123
A rua nova em frente à estação
Seção intitulada “A rua nova em frente à estação”Em 14 de novembro de 1891, o jornal A Verdade noticiou um desaterro feito em frente à estação ferroviária e o rebaixamento e nivelamento de uma rua nova. Armelim Guimarães identifica essa rua nova com a atual Eugênio Sales e o terreno em frente à primitiva estação com a Praça Pereira dos Santos. O desaterro só se concluiu no século XX, sob a direção de Fritz Hoffmann, que derrubou o morro de São Benedito com jatos de água.2
Quem doou à Municipalidade a faixa de terreno para a abertura da rua foi Francisco Masselli, ferreiro, armeiro, funileiro e serralheiro, dono de oficina mecânica bem instalada, falecido em 8 de outubro de 1901.1
O texto de O Município de Itajubá, de 1915, ao listar os nomes das ruas da cidade, apresenta Eugênio Salles como ex-deputado provincial.4 Um decreto da Câmara sobre a área de construção, transcrito no Memorial da Câmara, o chama de coronel Eugênio Salles ao descrever o perímetro urbano.5
A primeira igreja de São Benedito
Seção intitulada “A primeira igreja de São Benedito”A antiga capela de São Benedito foi, segundo Armelim Guimarães, a quarta igreja construída em Itajubá. Antes dela havia apenas um Santo Cruzeiro no alto do morro de São Benedito, hoje inexistente, levantado e zelado pela Irmandade.6
Em 1880, pessoas piedosas iniciaram uma subscrição para erguer o templo, e José Gaspar Pereira Leite organizou uma loteria com o mesmo fim. Em 1895, a mãe de José Rennó Pereira doou 300 mil réis “para começar a capela”, mas foi em 1904 que a Irmandade se mobilizou, com leilões de prendas todos os domingos a partir de 20 de novembro. A capela erguida no começo do século na Rua Eugênio Sales, de frente para a atual Rua Dr. João de Azevedo, era pouco maior que uma santa-cruz de beira de estrada. Em 1905 ela foi bastante ampliada graças à ex-escrava Inês Maria de Jesus, que angariava esmolas e as entregava a José Rennó Pereira, o qual pagava com elas o pedreiro Jeremias Rennó, empreiteiro da obra. A inauguração se deu em 1907, e em 8 de novembro de 1926 o Padre van Rooyen erigiu ali a Via-Sacra.6
O número de devotos cresceu e o templo, espremido entre duas casas, não tinha como ser ampliado. O vigário Padre José Wiling decidiu erguer uma igreja nova e grande no bairro da Varginha, com planta do engenheiro civil José Ernesto Coelho.6 Consagrada a nova capela da Rua José Joaquim em 30 de maio de 1946, a primitiva igreja da Rua Eugênio Salles foi demolida, e em seu lugar se abriu a rampa íngreme de acesso ao bairro do Morro Chique, prolongamento da Rua Dr. João de Azevedo.37
O acervo da Câmara data de meados da década de 1940 a fotografia que guarda da capela antiga.8
Casas e oficinas
Seção intitulada “Casas e oficinas”A firma Capello & Baroni, uma das grandes fábricas de móveis do passado itajubense, tinha oficina na Rua Eugênio Sales.9 Na esquina com a Praça Pereira dos Santos ficava a casa comercial Brasil-Itália, de seis portas, demolida para dar lugar a um posto de gasolina.10
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 8 de outubro de 1901. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 594, verbete “Desmonte”. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto da primeira igreja de São Benedito. ↩ ↩2
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O Município de Itajubá. 1915, texto reproduzido em Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999. ↩
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Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, capítulo sobre a área de construção e o arruamento. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 577. ↩ ↩2 ↩3
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 578. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Antiga Capela de São Benedito”. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 344. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 35, legenda da foto. ↩
No acervo fotográfico
3 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.