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Fábrica de Macarrão

A fabricação de massas alimentícias foi uma das indústrias mais desenvolvidas de Itajubá no fim do século XIX e no começo do XX. A cidade teve várias fábricas de macarrão, entre elas a de Francisco Nisticó, a de Ângelo Marzullo, continuada por Pompílio Ferrini, e a de Chiaradia & Sanches.123

Armelim Guimarães aponta Antônio Citrolli, do século XIX, como o pioneiro da indústria de macarrão em Itajubá: ele fabricava sob encomenda. Já no século XX, coube a Francisco Nisticó fundar, em 1908, a primeira fábrica de macarrão da cidade, num prédio da Praça Adolfo Olinto. A fábrica foi depois vendida aos irmãos Maurício e José Acácio Pereira dos Santos.1

Ângelo Marzullo, imigrante italiano nascido em Bari, chegou a Itajubá em 1913 e montou logo uma pequena indústria de massas alimentícias, instalada na Avenida Coronel Carneiro Júnior, que fabricava macarrão, lasanha e estrelinhas pelo processo manual.45 Marzullo montou depois a primeira oficina mecânica movida a eletricidade da cidade e também uma fábrica de camas de ferro; morreu em 1928.6

A fábrica de massas foi ampliada e passada a Pompílio Ferrini, que anunciava “massa branca, sistema Nápoles e Roma, e amarela, sistema Gênova”.24 A Fábrica de Macarrão Ferrini, continuada pelos filhos do fundador, era em 1987 um dos estabelecimentos que mais engrandeciam a indústria itajubense, segundo Armelim Guimarães.2 A fábrica, na Rua Miguel Braga, pegou fogo em 2 de junho de 1959 e sofreu outro incêndio em novembro de 1979.78

Silvério Chiaradia e Próspero Sanches mantiveram, sob a razão social Chiaradia & Sanches, uma fábrica de massas alimentícias na Rua Santos Pereira, fotografada em 1914 para O Município de Itajubá.3910 O álbum descreve o maquinário: uma prensa com duas campânulas de aço, capaz de 40 quilos em 20 minutos, com instalação a vapor e máquina e ventilador para secagem da massa; um misturador com capacidade de 60 quilos; e uma instalação completa para fabricar as caixas, com serra circular e plaina movidas a eletricidade. A fábrica empregava oito pessoas e atendia boa parte do sul de Minas.5

A fábrica de Silvério Chiaradia foi depois vendida a José Teotônio.2 Em 1930, Vicente Chiaradia e Genarino Del-Ducca também fabricavam macarrão, com o Pastifício Naná, conhecido pelas “massas finas de ovos”.211

  1. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 345. ↩ ↩2

  2. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 346. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5

  3. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 61. ↩ ↩2

  4. Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 38. ↩ ↩2

  5. O Município de Itajubá. 1915, seção “Itajubá industrial”, verbetes das fábricas de massas alimentícias. ↩ ↩2

  6. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1928 sobre a morte de Ângelo Marzullo. ↩

  7. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 596. ↩

  8. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 39. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 2 de junho de 1959. ↩

  9. O Município de Itajubá. 1915, foto “Fábrica de Massas Alimenticias (Chiaradia & Sanches): interior de uma das salas”. ↩

  10. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Fábrica de Massas alimentícias Chiaradia e Sanches”. ↩

  11. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Casa Confiança Chiaradia - Fábrica de Massas Alimentícias”. ↩

No acervo fotográfico

4 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.

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