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Madre Maria Raphael

Madre Maria Raphael

Madre Maria Raphael (Montpezat, França, 8 de março de 1860, e Itajubá, 12 de agosto de 1925) introduziu no Brasil a Congregação das Irmãs da Providência de Gap e fundou em Itajubá a Escola Normal Sagrado Coração de Jesus e o Instituto para Surdas e Mudas, o único do país a ensinar pelo método oral.123

O ano de nascimento vem da legenda do livro de 1998, que registra “1860-1925”. Construtores de Itajubá imprime 8 de março de 1878, data que não se conciliaria com a profissão religiosa dela em 1882.12

Fez a profissão religiosa em setembro de 1882 e emitiu os votos perpétuos em 20 de setembro de 1892, no Convento de Gap. Na França, dirigiu o Instituto de Surdos-Mudos de Auch, onde conheceu a Madre E. Tonti, religiosa do Sacré-Coeur e irmã do monsenhor Tonti, núncio apostólico no Brasil. Foi a Madre Tonti quem lhe falou de D. Maria Goulart de Andrade, do Carmo do Rio Claro, que queria fundar na sua terra um colégio para meninas e moças.2

Madre Maria Raphael aceitou a tarefa e embarcou em Bordéus em 10 de junho de 1904, com mais cinco Irmãs da Providência. Chegaram ao Rio de Janeiro em 29 de junho e ao Carmo do Rio Claro em 2 de julho. Com o auxílio de D. Maria Goulart, ela estabeleceu ali o Colégio Sagrados Corações de Jesus e Maria, inaugurado em 15 de agosto do mesmo ano.2

Em 1907 veio para Itajubá. O dia varia com a fonte: 6 de junho segundo a História de Itajubá, 16 de junho segundo as Efemérides Itajubenses e 21 de junho segundo a Memória de Itajubá.345 As Irmãs ainda não falavam português, e o professor Jorge de Boucherville lhes serviu de intérprete.6

D. Amélia Braga as acolheu e cedeu de graça o casarão da esquina das ruas Coronel Rennó e Santos Pereira, onde as Irmãs instalaram o primeiro colégio em 1º de julho de 1907.37 Ali a Madre fundou a Escola Normal Sagrado Coração de Jesus e o Instituto para Surdas e Mudas, e a congregação transferiu para Itajubá o noviciado que implantava no Brasil.325

O Município de Itajubá, de 1915, descreve o Instituto de Surdas-Mudas sob a direção dela, auxiliada pela Irmã Martha, empregando o método oral aprovado no Congresso de Milão, em contraste com o método de mímica usado no instituto masculino do Rio de Janeiro.8

Sob a orientação das Irmãs ficaram também obras de caridade da cidade: a direção da Santa Casa de Misericórdia, do Asilo Santa Isabel, do Asilo dos Velhos e da Maternidade Xavier Lisboa.6

Morreu em 12 de agosto de 1925, no mesmo dia que D. Amélia Braga, a quem a História de Itajubá chama de sua protetora em Itajubá. As Efemérides comparam o que D. Amélia foi para a Madre Raphael ao que D. Maria Goulart de Andrade tinha sido para ela no Carmo do Rio Claro.69 Em 1957, a cidade festejou o cinquentenário da chegada das Irmãs e ergueu na praça diante da Capela dos Remédios o monumento ao Padre João Martinho Moyë, fundador da congregação.610

  1. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto do Colégio Sagrado Coração de Jesus. ↩ ↩2

  2. Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 29. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5

  3. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 581. ↩ ↩2 ↩3 ↩4

  4. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 16 de junho de 1907. ↩

  5. Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda das fotos do convento das Irmãs da Providência. ↩ ↩2

  6. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 582. ↩ ↩2 ↩3 ↩4

  7. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1º de julho de 1907. ↩

  8. O Município de Itajubá. 1915, seção sobre o Colégio Sagrado Coração. ↩

  9. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 12 de agosto de 1925. ↩

  10. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 589. ↩

No acervo fotográfico

3 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.

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