Residência do Major João Antônio Pereira
A residência do Major João Antônio Pereira foi um palacete na esquina da Rua Coronel Rennó com a Praça Teodomiro Santiago, no centro de Itajubá, construído no terreno da casa em que a Princesa Isabel se hospedou em 1868. O Major Pereira mandou demolir a casa velha e morou muitos anos no palacete, que também foi demolido; hoje o Hotel Centenário ocupa a esquina.12
A casa da Princesa
Seção intitulada “A casa da Princesa”Nos dias 2, 3 e 4 de dezembro de 1868, a Princesa Isabel e o Conde d’Eu ficaram hospedados numa casa da esquina da Rua Direita, hoje Coronel Rennó, com o Largo dos Passos, hoje Praça Teodomiro Santiago.345 Uma legenda de Itajubá e Sua História a descreve como uma casa baixa.6
O engenheiro e jornalista José Ernani de Lima escreveu sobre a casa numa crônica publicada em dois números do jornal O Sul de Minas, em março de 1962. Segundo ele, funcionou ali por muito tempo o Hotel Barbosa, de Ambrosina Barbosa Pinto, e depois a pensão da doceira Justina Augusta da Silva, que recebia rapazes de fora vindos estudar no Instituto Eletrotécnico de Itajubá nos primeiros anos da escola.1 A História de Itajubá registra, entre os hotéis da cidade, o Hotel Barbosa de José Pedro Barbosa, inaugurado na Praça Cesário Alvim em 16 de outubro de 1892, e o hotel de Ambrosina Barbosa Pinto na mesma praça, no início do século XX, sem dizer se funcionaram no mesmo prédio.78
Ernani de Lima recolheu as lembranças da visita com duas moradoras que a presenciaram: a avó dele, Ana Maria de Jesus Lima, e Minervina de Sousa. Minervina tinha oito anos em 1868 e foi uma das crianças escolhidas para jogar flores nos príncipes quando entraram no salão da casa; por ser pequena, subiu num tamborete.1
O palacete
Seção intitulada “O palacete”O Major João Antônio Pereira, diretor da Companhia Industrial Sul-Mineira e do Banco de Itajubá, comprou a casa, demoliu-a e construiu no lugar o palacete em que morou por longos anos.19 Segundo a legenda de uma fotografia do acervo da Câmara, quem construiu o prédio foi Giusepe Galdino, italiano da província de Caserta.10 Na outra esquina da Rua Coronel Rennó com a praça ficava o Cine-Teatro Apolo, e os dois prédios aparecem juntos em várias fotografias da praça e da Matriz.111213
Em 26 de junho de 1932, os operários da Companhia Industrial Sul-Mineira homenagearam o Major Pereira com uma passeata, banda de música e foguetes, e se concentraram em frente ao palacete. Discursaram o engenheiro José Ernesto Coelho, o advogado José Pinto Rennó e o próprio homenageado. Um militante comunista interrompeu o primeiro orador aos gritos de “Abaixo o capitalismo!” e foi retirado do local.1415 Em 24 de abril de 1940, na visita pastoral de D. Otávio Chagas de Miranda, bispo de Pouso Alegre, o povo prestou ao bispo uma homenagem em frente à residência, onde falou de novo José Ernesto Coelho.1617
O Major João Antônio Pereira morreu no Rio de Janeiro em 4 de novembro de 1947.18
Demolição
Seção intitulada “Demolição”Na crônica de 1962, Ernani de Lima conta que o palacete foi comprado mais tarde por um grupo de itajubenses que queria erguer no terreno um edifício de lojas e apartamentos.1 Um desenho a bico de pena de Omar Fonseca, de uma série feita no início da década de 1960, representa a residência à direita da Rua Coronel Rennó, com o Apolo do outro lado e a Matriz ao fundo.19 O palacete e o cinema foram demolidos, e o Hotel Centenário foi construído no terreno da residência.11136
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 157, citando crônica de José Ernani de Lima em O Sul de Minas de 4 e 11 de março de 1962. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 21. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto da casa em que se hospedou a Princesa Isabel. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbetes de 3 e 4 de dezembro de 1868. ↩
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Armelim Guimarães. Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 44. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, legenda da foto da Rua Cel. Rennó com a residência do Major João Antônio Pereira. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 228. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 229. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 497, citando as memórias de Juarez Távora, Uma Vida e Muitas Lutas. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Residência do Major João Antonio Pereira”. ↩
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Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 36. ↩ ↩2
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Antiga Praça Cesário Alvim”. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Residência do Major João Pereira”. ↩ ↩2
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 279. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 26 de junho de 1932. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 549. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 550. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 75. ↩
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Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, legenda da foto 14. ↩
No acervo fotográfico
18 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data; aqui as 12 primeiras.
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Casa em onde se hospedou Princesa Isabel e seu esposo, o Conde d"Eu1868 -
Matriz1920 a 1926 -
Residência do Major João Antonio Pereira1925 -
Igreja Matriz nos anos 1930, visão da praça Cesário AlvimDécada de 1930 -
Praça Cesário Alvim, Teatro Apolo, Residência do Major Pereira e Grande HotelDécada de 1930 -
Rua Cel. Rennó e a Matriz, à saída de uma das missas dominicaisDécada de 1930 -
Teatro Apollo, antes da primeira reformaDécada de 1930 -
Antiga Praça Cesário AlvimDécada de 1940 -
Praça Cesário Alvim nos anos 1940Década de 1940 -
Matriz da Praça Teodomiro Santiago1945 a 1962 -
Praça Cesário Alvim, Cine Apolo e Matriz no ano 19451945 -
Praça Cesário Alvim, Igreja Matriz e Cine Apolo1945