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Grande Hotel

O Grande Hotel Itajubá, na Praça Teodomiro Santiago, foi construído pela firma Braz, Osório & Cia. no fim da década de 1910 ou no começo da de 1920 e ainda existia em 1999. O prédio aparece nas vistas antigas da praça e da atual Rua Dr. João de Azevedo, e de uma de suas janelas foi fotografada a praça no fim da década de 1940.123

No lugar do hotel havia um grupo de casas antigas. Numa delas funcionava o Salão Itajubense do barbeiro sírio João José Narciso, o João Turco, amigo e companheiro de pescarias de Wenceslau Braz, onde trabalhou por alguns anos o ventríloquo Baptista Júnior, pai das cantoras Linda e Dircinha Batista.1 A legenda de Itajubá e Sua História diz que as casas foram demolidas para dar lugar ao Grande Hotel, obra feita em 1919 pela firma Braz, Osório & Cia. Ltda., cujos sócios principais eram o industrial Casimiro José Osório e o Dr. José Braz Pereira Gomes.1 A Memória de Itajubá data o prédio do início da década de 1920, e a revista Nação Brasileira já registrava o hotel em novembro de 1924.24

Segundo uma legenda do acervo da Câmara, baseada no site Conexão Itajubá, o prefeito e amigos políticos pediram em 1919 a Casimiro Osório um hotel à altura da cidade; Osório vendeu à firma, pelo preço de custo, o terreno edificado que tinha na praça, e o projeto ficou com o arquiteto Eduardo Piquet. A mesma legenda diz que o hotel foi por muito tempo o edifício mais alto da cidade e da região.5

Casimiro José Osório foi industrial. Em 1917 abriu no bairro da Boa Vista uma fábrica de produtos suínos, e as Efemérides o chamam de pioneiro da fabricação de açúcar na região. Morreu em 25 de setembro de 1931, e em 1949 foi criado o Grupo Escolar Casimiro Osório.678

Numa foto do início da década de 1930, o hotel aparece ao fundo da praça junto ao prédio da farmácia de Jorge de Oliveira Braga, ambos construídos no começo dos anos 1920.9 Em 22 de outubro de 1925, quando o presidente do estado Fernando de Melo Vianna visitou Itajubá, o jantar oferecido a ele foi no Grande Hotel, com a orquestra Carlos Gomes, do maestro Mozart Correa.10

O térreo abrigou lojas. A agência de jornais e revistas de José Caldas de Campos passou em 1928 a Caruso & Roteia, donos da Casa Del Prete, que funcionava no térreo do hotel. Em 1930, Basílio Dias Pinto fundou no mesmo térreo a Dental Itajubá, que ainda existia em 1988.1112 A rua em frente ao hotel, antes aberta aos carros, passou a fazer parte do calçadão.13

A legenda da Câmara registra que Pedro Piazzaroli Filho e Geraldo Piazzaroli foram donos do hotel da década de 1940 até 1963, quando o venderam a Luiz Carlos; depois ele passou a Maria Martins de Araújo.5

  1. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 62. ↩ ↩2 ↩3

  2. Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, p. VIII, legenda da foto 9, perspectiva da Rua Dr. João de Azevedo. ↩ ↩2

  3. Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, p. VIII, legenda da foto 13, vista da praça tomada de uma janela do Grande Hotel. ↩

  4. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 229. ↩

  5. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto do Grande Hotel na Praça Teodomiro Santiago, com base no site Conexão Itajubá. ↩ ↩2

  6. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 346. ↩

  7. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 65. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 25 de setembro de 1931. ↩

  8. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 378. ↩

  9. Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, p. VIII, legenda da foto 12. ↩

  10. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 22 de outubro de 1925. ↩

  11. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 414. ↩

  12. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1930 sobre a fundação da Dental Itajubá. ↩

  13. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto da praça na década de 1930. ↩

No acervo fotográfico

21 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data; aqui as 12 primeiras.

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