Luiz Goulart de Azevedo
Luiz Goulart de Azevedo foi engenheiro e professor do Instituto Eletrotécnico de Itajubá. Traçou as rodovias Itajubá-Lorena e Itajubá-Poços de Caldas, foi vice-prefeito da cidade a partir de 1947 e prefeito a partir de 1955.123 Os livros do acervo escrevem seu nome ora Luiz, ora Luís.
No Instituto Eletrotécnico
Seção intitulada “No Instituto Eletrotécnico”Uma fotografia do acervo da Câmara, de 1914, mostra o corpo docente do primitivo Ginásio de Itajubá em torno do diretor Olyntho Villela. A legenda nomeia os professores e, de pé, depois deles, “Luiz Goulart e Chaves”, sem dizer que função exerciam.4
No Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá, fundado por Theodomiro Carneiro Santiago, ele foi secretário e, mais tarde, vice-diretor.5 A legenda de uma fotografia da década de 1920, reproduzida de original do Museu Theodomiro Santiago, o mostra sentado ao lado de José Rodrigues Seabra, vice-diretor, e de Theodomiro, diretor, com a identificação de secretário.6
Em 1947 constituiu-se a Fundação Instituto Eletrotécnico de Itajubá, que assumiu o passivo da escola e liderou a campanha de reerguimento financeiro. Luiz Goulart de Azevedo integrou seu Conselho de Administração, ao lado de Vidal Dias, João Braz Pereira Gomes, José Rodrigues Seabra, Antônio Rodrigues d’Oliveira e Vicente Sanches.7 A História de Itajubá o inclui entre os que trabalharam pela federalização do estabelecimento, obtida em 1956.5
O engenheiro
Seção intitulada “O engenheiro”A Companhia Santa Fé, presidida por Theodomiro Carneiro Santiago, comprou as máquinas e as instalações da pequena usina hidrelétrica da serra dos Toledos, a que deu luz elétrica a Itajubá em 1907. Luiz Goulart de Azevedo ficou encarregado de desmontar o gerador e de montá-lo de novo no Estado do Rio, perto de Friburgo.8
Em meados de 1929 divulgou-se em Itajubá a notícia de que estava assentada a construção da Rodovia Itajubá-Lorena, por iniciativa do presidente de São Paulo, Júlio Prestes, e dos deputados Theodomiro Carneiro Santiago e José Brás Pereira Gomes. O traçado e os estudos couberam a Luiz Goulart de Azevedo, e as obras começaram em 1931. Pararam em 1932, quando tropas do governo federal ocuparam os trechos já preparados durante a revolução, e foram retomadas em 1934, sempre sob a direção dele.91
O traçado da Rodovia Itajubá-Poços de Caldas, que liga a cidade à Fernão Dias, também foi dele, por determinação do coronel Ariel Barreto Leite, chefe da Comissão Especial de Obras nº 5. Os trabalhos começaram em 1948.1
Para a retificação do Rio Sapucaí, pedida por causa das inundações da cidade, ele elaborou um estudo e um traçado enquanto era prefeito, em 1955 e 1956. A História de Itajubá atribui ao esforço do sucessor Antônio Rennó Pereira, de Aureliano Chaves de Mendonça e do deputado Euclides Cintra o andamento posterior do pedido junto ao governo federal.10
Vice-prefeito e prefeito
Seção intitulada “Vice-prefeito e prefeito”Em 23 de novembro de 1947, nas primeiras eleições municipais depois de 1930, Luiz Goulart de Azevedo foi eleito vice-prefeito, tendo concorrido também Joaquim Pereira de Castro. O prefeito eleito foi Sebastião Pereira Rennó. Os dois tomaram posse em 15 de dezembro de 1947, em solenidade no Fórum.11122
No pleito de 3 de outubro de 1954, as urnas de Itajubá escolheram Luiz Goulart de Azevedo para prefeito e Gaspar Lisboa para vice.13 Tomaram posse perante a Câmara Municipal em 31 de janeiro de 1955.314 Na sessão de 5 de abril de 1956 a Câmara concedeu licença aos dois ao mesmo tempo, e em 25 de abril assumiu o cargo o presidente da Câmara, o vereador Antônio Rennó Pereira, o Tota Rennó. As licenças foram prorrogadas e os dois renunciaram, o que a Câmara registrou na reunião de 16 de abril de 1958.315
As fontes divergem sobre as datas e sobre quem esteve no cargo. A História de Itajubá e o Resumo Didático dão o mandato como 1955 e 1956;1617 o Resumo Didático acrescenta que ele terminaria em 1958, não fossem as licenças.18 A Sinopse da História de Itajubá, de 1966, registra 1954 a 1956 e ainda inclui Gaspar Lisboa como prefeito em 1956, nome que as outras duas listas não trazem.19
Ver também
Seção intitulada “Ver também”Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 189. ↩ ↩2 ↩3
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 314. ↩ ↩2 ↩3
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Professores do primitivo Ginásio de Itajubá”. ↩
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Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, p. 29, legenda da foto dos diretores e professores do Instituto. ↩
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Memória de Itajubá e da Obra de Theodomiro: a Pedra e a Fonte. 1999, capítulo sobre a crise e o reerguimento do Instituto. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 480. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 188. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 31. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 23 de novembro de 1947. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 15 de dezembro de 1947. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 3 de outubro de 1954. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 31 de janeiro de 1955. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 315. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 322. ↩
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Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 92. ↩
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Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 93. ↩
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Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 5. ↩
No acervo fotográfico
3 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.