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Rua Dona Maria Carneiro

A Rua Dona Maria Carneiro é a rua do Bairro Boa Vista, em Itajubá, onde ficava a Fábrica de Tecidos Codorna e onde está a ponte sobre o Rio Sapucaí que hoje se chama Ponte Tancredo Neves.12 Os livros de Armelim Guimarães a chamam de Rua D. Maria Carneiro, e as legendas do acervo fotográfico da Câmara, de Avenida Maria Carneiro.34 As fontes consultadas não registram quando a rua recebeu o nome.

Em 1908, a cidade inaugurou na rua uma ponte metálica de arcos sobre o Sapucaí, montada pela firma Irmãos Almeida sob a direção técnica de Jorge Marinelli. A ponte dobrou-se ao meio sob o peso de uma viatura em 15 de julho de 1954, e o 4º Batalhão de Engenharia de Combate montou uma ponte de emergência ao lado.2 A ponte de concreto armado, começada em 1957 pela firma de Carnot de Pádua Hermeto, foi inaugurada em 25 de setembro de 1960 e recebeu o nome de Tancredo Neves.3

Uma fotografia da década de 1920 publicada em Itajubá e Sua História mostra a rua com a Fábrica de Tecidos Codorna.1 Num prédio em frente à fábrica, cedido por Fortunato Pereira, gerente da Codorna, o bispo D. Otávio Chagas de Miranda benzeu em 31 de janeiro de 1937 a capela provisória de São José, onde o padre Carlos Heijlen celebrou a primeira missa. A igreja definitiva, construída no bairro e benta em 1942, virou matriz da Paróquia de São José em 1958.56

Em 10 de outubro de 1951, o industrial Álvaro Mandolesi inaugurou num prédio da rua o Cine-Teatro Edna, com o filme Se Eu Fora Rei. Em 1966 o cinema já não existia.789 Em julho de 1956, a Companhia Industrial Sul-Mineira adaptou um prédio da rua para um mercado, que durou pouco.10 O farmacêutico Eduardo Sales Paiva manteve na rua a Farmácia Boa Vista, que ainda funcionava em 1987; ele morreu em 1986.1112

Em 30 de agosto de 1970, perto das duas da tarde, dinamites guardadas na Casa Adami, de Antônio Adami, na esquina das ruas Miguel Braga e Dona Maria Carneiro, explodiram e derrubaram o prédio. Morreram cinco pessoas: Benedito Baganha, comerciante de Ouro Fino; José Domingos Teixeira, soldado do 4º Batalhão de Engenharia de Combate; João Pedro Alves, comerciário; Antônio de Araújo Leite, ferroviário; e Pedro Siqueira Monti, de Pedralva. Outras ficaram feridas.1314 Armelim Guimarães chamou a explosão de “sem igual neste século em Itajubá” e registrou que o 4º Batalhão de Engenharia prestou socorro, porque a cidade ainda não tinha corpo de bombeiros.13

  1. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 83. ↩ ↩2

  2. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 202. ↩ ↩2

  3. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 203. ↩ ↩2

  4. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legendas das fotos “Vista aérea da Queda da Ponte Tancredo Neves - 1954” e “Vista próxima da queda da Ponte Tancredo Neves - 1954”. ↩

  5. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 578. ↩

  6. Armelim Guimarães. Resumo Didático da História de Itajubá. 2000, p. 28. ↩

  7. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 439. ↩

  8. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 10 de outubro de 1951. ↩

  9. Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 71. ↩

  10. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 236. ↩

  11. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 529. ↩

  12. Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 6 de setembro de 1986. ↩

  13. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 597. ↩ ↩2

  14. Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Casa ADAMI após incêndio”. ↩

No acervo fotográfico

9 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.

Ver no acervo →