Avenida Cesário Alvim
A Avenida Cesário Alvim fica no centro de Itajubá e termina na subida para a Santa Casa de Misericórdia. A História de Itajubá a identifica com a antiga Rua das Flores.123
Três lugares com o mesmo nome
Seção intitulada “Três lugares com o mesmo nome”O nome Cesário Alvim homenageia José Cesário de Faria Alvim, primeiro governador de Minas Gerais na República, que veio a Itajubá em setembro de 1891 para inaugurar a estrada de ferro. Ele foi dado primeiro à rua da estação, a atual Avenida Coronel Carneiro Júnior, e depois ao antigo Largo dos Passos, que virou Praça Cesário Alvim até a Câmara trocar o nome, em 1963, por Praça Teodomiro Santiago.45 As fontes consultadas não registram quando a avenida recebeu o nome.
Rua do Brejo, Rua das Flores
Seção intitulada “Rua do Brejo, Rua das Flores”As fontes não contam a mesma história sobre os nomes antigos da via.
A História de Itajubá diz, em três passagens, que a Rua do Brejo, depois Rua das Flores, é a atual Avenida Cesário Alvim.123 A lista de nomes que a Câmara enviou à Presidência da Província em 8 de janeiro de 1852, porém, traz Rua das Flores e Rua do Brejo como duas vias diferentes, uma logo depois da outra.6
O Memorial da Câmara dá à Rua das Flores outro destino. Segundo ele, foi uma das poucas ruas centrais cuja mudança de nome não homenageou gente da terra: em 1912, a Câmara aprovou projeto dos vereadores Bráulio Carneiro Santiago e Bernardo Pereira da Silva trocando Rua das Flores por Rua Barão do Rio Branco, em homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, morto em fevereiro daquele ano.7
O que houve na avenida
Seção intitulada “O que houve na avenida”Nos primeiros decênios do século XX, o ourives Antônio Lemes da Silva tinha casa na Rua das Flores.8 Uma dependência da Santa Casa, com enfermarias para doentes pobres custeadas pela caridade pública, funcionou num prédio do final da rua, na subida para o hospital atual.2 A agência do Correio passou por vários endereços antes de ter sede própria e ficou algum tempo num velho casarão da avenida, de D. Isidra Santana, já inexistente quando Armelim Guimarães escreveu.9
A avenida é um dos limites do quarteirão do antigo Estádio Municipal, onde um parque de diversões se instalou com roda-gigante, carrossel, tobogã e alto-falantes. Em 1936 o proprietário, o europeu Hermano Haug, transformou o negócio no Cassino-Parque Itajubá, montado à margem esquerda do Sapucaí, no prédio da cabeceira da Ponte Randolpho Paiva. O povo passou a chamá-lo de cabaré do alemão, a sociedade protestou, a imprensa o atacou e o dono deixou a cidade.1011
A História de Itajubá descreve duas vezes, de maneiras diferentes, a área daquele estádio: numa passagem, o quarteirão contornado pela Avenida Cesário Alvim, pela Rua Joaquim Francisco, pela Avenida João Antônio Pereira e pela Rua Comendador Schumann;10 noutra, a área entre a Rua Joaquim Francisco e as atuais ruas Alcides Faria e Dr. Américo de Oliveira e a Avenida João Antônio Pereira.12 A história daquele terreno está em Parque Padre Lourenço.
Nas fotografias
Seção intitulada “Nas fotografias”O Município de Itajubá, de 1915, publica a residência do cirurgião-dentista Frederico Leite, que a ficha do acervo situa na esquina da Rua Francisco Pereira com a avenida.13 Uma vista parcial da cidade tirada da avenida, no acervo da Câmara, mostra ao fundo o Cine Apolo e, mais atrás, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade.14 Da enchente de 2000 há uma fotografia da avenida junto à subida da Santa Casa.15
Ver também
Seção intitulada “Ver também”- Avenida Coronel Carneiro Júnior
- Praça Teodomiro Santiago
- Santa Casa de Misericórdia
- Parque Padre Lourenço
Footnotes
Seção intitulada “Footnotes”-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 512. ↩ ↩2 ↩3
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 214. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (II Parte). 1999, p. 36. ↩
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Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1988, verbete de 1963 sobre o cinquentenário do Instituto Eletrotécnico de Itajubá. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 121, citando a Ata de 8 de janeiro de 1852. ↩
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Memorial da Câmara Municipal de Itajubá: Desenvolvimento Urbano (1892–1930). Itajubá, 2012, capítulo sobre as mudanças de nomes de ruas. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 242. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 453. ↩
-
Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 443. ↩
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Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 467. ↩
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O Município de Itajubá. 1915, legenda da fotografia da residência do cirurgião-dentista Frederico Leite. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto “Vista parcial de Itajubá, da Av. Cesário Alvim”. ↩
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Câmara Municipal de Itajubá. Projeto Reminiscências Fotográficas, legenda da foto da enchente de 2000 na subida da Santa Casa. ↩
No acervo fotográfico
5 fotografias do acervo da História de Itajubá , em ordem de data.